A energia solar já corresponde a 22,2% da matriz elétrica nacional e reforça cada vez mais seu papel contra as mudanças climáticas
O Brasil ultrapassou a marca de 55 gigawatts (GW) de potência instalada de energia solar, consolidando essa fonte como a segunda maior da matriz elétrica nacional, com 22,2% de participação. Somente em 2025, já foram adicionados 1,6 GW ao sistema.
De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a geração solar evitou a emissão de aproximadamente 66,6 milhões de toneladas de gás carbônico (CO²), reforçando seu papel essencial na transição energética e no combate às mudanças climáticas.

A maior parte da geração de energia solar no Brasil, correspondendo a cerca de 37,6 GW, vem da geração própria em telhados e quintais de cerca de 5 milhões de imóveis. Apenas entre janeiro e março de 2025, foram instalados mais de 147 mil sistemas solares, abastecendo aproximadamente 228,7 mil imóveis.
Já as grandes usinas solares conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) respondem por 17,6 GW. Desde 2012, o setor fotovoltaico gerou mais de R$ 251,1 bilhões em investimentos, criou 1,6 milhão de empregos verdes e arrecadou mais de R$ 78 bilhões para os cofres públicos, segundo a Absolar.
Desafios ainda existem

Entre os principais problemas que ainda travam uma expansão ainda maior do setor solar no país estão os cancelamentos de projetos pelas distribuidoras e a ausência de compensações aos empreendedores por cortes na geração renovável.
A Absolar também critica barreiras técnicas à conexão de pequenos sistemas de geração própria, frequentemente justificadas por suposta inversão de fluxo de potência sem estudos comprovando sobrecargas reais.
Para resolver esses impasses, a entidade defende a aprovação do Programa Renda Básica Energética (Rebe) e ajustes na Lei 14.300/2022. No caso das grandes usinas solares, a falta de ressarcimento nos cortes de geração, conforme regras da Aneel, gera insegurança jurídica e aumenta a percepção de risco no setor.
Soluções inteligentes fortalecem o setor
Dentro do setor solar, algumas soluções podem, aos poucos, colaborar na hora de lidar com desafios. Em São Paulo, por exemplo, o armazenamento de energia em baterias surge como uma solução estratégica para viabilizar a eletrificação da frota de ônibus local. Isso porque, quando combinado com a geração de energias renováveis, como a energia solar, o uso de baterias pode garantir a estabilidade e a segurança energética necessárias para que o sistema funcione de forma eficiente e confiável.
“A adoção de soluções de armazenamento de energia “BESS” (Battery Energy Storage System) é essencial para garantir a estabilidade do fornecimento de energia, sem colapsar o grid, ou seja, sem colocar em risco o fornecimento de energia para imóveis vizinhos às garagens ou pontos de carregamento”, afirma Antonio Maldonado, diretor de operações da UCB Power, empresa especializada em soluções de armazenamento de energia, em matéria do Canal VE.
A empresa possui soluções inovadoras e tecnologias inteligentes no ramo de energia, incluindo opções já dedicadas ao mercado solar.

