Alvo de operação da PF, assessor de Salles pede exoneração do Ministério do Meio Ambiente

O assessor especial do ministro Ricardo Salles, Leopoldo Penteado Butkiewicz, deixou o Ministério do Meio Ambiente. O pedido de exoneração saiu na edição desta quarta-feira (02) no Diário Oficial da União e foi assinado pelo ministro da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos. Penteado foi um dos alvos da Operação Akuanduba, realizada pela Polícia Federal, que investiga crimes de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando de produtos florestais no Ministério do Meio Ambiente.

Penteado e outras 9 autoridades, incluindo o presidente do Ibama, Eduardo Bim, foram afastados do cargo por decisão da justiça no dia 19 de maio.

O agora ex-assessor especial estava no Ministério do Meio Ambiente desde 2011. Advogado de formação, durante nove anos atuou como diretor do Departamento de Temas Globais e Organismos Multilaterais da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério. Em janeiro de 2020 foi exonerado do cargo. Voltou para o MMA em março do mesmo ano, quando retornou para a mesma Secretaria, desta vez como diretor do Departamento de Meio Ambiente e América Latina. Desde janeiro de 2021 é assessor especial do ministro Ricardo Salles.

No inquérito que responde no Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal acusa Penteado de atuar de forma direta no Ibama a partir de janeiro de 2021, quando virou assessor direto de Salles. Segundo testemunhas, o assessor chegou a reclamar de multas e intercedeu em favor de autuados.

“A Polícia Federal, à luz do material obtido no celular da testemunha mencionada, localizou diversos diálogos onde a atuação do referido assessor exorbita claramente a esfera de suas atribuições, situação que configuraria patrocínio direto de interesses privados de autuados perante a administração pública”, destaca trecho do inquérito.

Episódio do assédio

No dia 6 de maio, Leopoldo protagonizou assédio contra um servidor do Ibama que escreveu uma nota técnica enviada ao Tribunal de Contas da União em que expõe a ineficiência do novo modelo sancionador ambiental. Ao chegar para trabalhar, o servidor Hugo Ferreira foi ameaçado e não conseguiu copiar documentos do computador onde trabalhava. Cinco dias depois, ele denunciou o ato à corregedoria do Ibama, onde pediu providências contra o superintendente de Apurações de Infrações Ambientais (Siam), Wagner Tadeu Matiota, e o assessor do ministro do Meio Ambiente, Leopoldo Penteado Butkiewicz. Os dois denunciados respondem ao mesmo inquérito no STF.

Fonte: O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

O verdadeiro motor da transformação

“_O dínamo propulsor da mudança — o maior e...

Por que árvores gigantes não são tão vulneráveis à seca quanto se imaginava

Árvores gigantes superam limites físicos para levar água à copa, com papel de absorção de carbono, regulação de chuvas e conservação.

El Niño: Brasil anuncia plano de R$ 9,8 bilhões contra eventos extremos

El Niño leva Brasil a lançar plano com alertas de calor extremo, centros de saúde e clima e reforço do SUS contra eventos climáticos.

O El Niño está chegando. A prevenção resistirá à força da próxima seca?

Os primeiros decretos, planos e articulações representam um avanço...

Amazônia vive “batalha por sobrevivência”, alerta ex-diretor da ONU

Achim Steiner alerta que a Amazônia precisa de investimentos...