Alemanha aposta em cianobactérias na medicina

Uma população mundial cada vez maior, um padrão de vida cada vez maior e desafios ambientais, como mudanças climáticas antropogênicas, poluição dos oceanos, disponibilidade cada vez menor de terras aráveis e recursos fósseis em declínio são os desafios globais de hoje. Por isso, o Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha dedicou o Ano da Ciência 2020/21 à Bioeconomia, com o objetivo de enfrentar esses desafios com pequenos heróis, como proteínas, algas, microrganismos e outras minúsculas criaturas de alto impacto. 

Na cadeira de Bioquímica Técnica da Universidade Técnica de Dresden, os pesquisadores se concentrarão em alguns dos mais antigos super-heróis, que são as cianobactérias. Existem cerca de 2.000 espécies de cianobactérias e muitas delas são pouco pesquisadas. O Dr. Paul D’Agostino, o Professor Tobias Gulder e sua equipe esperam que as cianobactérias incomuns produzam resultados promissores e deem uma contribuição inovadora para a bioeconomia

“Microorganismos produzem moléculas orgânicas valiosas com grande potencial para muitas aplicações. É importante saber que organismos incomuns frequentemente também produzem novos agentes bioativos. A descoberta dessas novas moléculas bioativas é essencial se se pensar, por exemplo, em novos desafios médicos como o coronavírus e o desenvolvimento progressivo de resistência aos princípios ativos estabelecidos. No âmbito deste projeto, queremos investigar o potencial genético de cianobactérias muito incomuns para a produção de ingredientes farmacêuticos ativos inovadores”, explicou Gulder. 

Como uma primeira etapa, a equipe irá prever o potencial dos compostos naturais por meio do sequenciamento do genoma e subsequente análise bioinformática. Os resultados podem então ser traduzidos na descoberta específica de novas moléculas usando métodos modernos de biologia sintética e biotecnologia. Como etapa final, o projeto terá como foco a produção e caracterização desses compostos naturais e a aplicação das enzimas que os produzem como biocatalisadores para o desenvolvimento de processos químicos sustentáveis. 

Fonte: Agrolink

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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