Durante conferência em Brasília, Idesam destacou soluções que associam restauração produtiva, geração de oportunidades e enfrentamento das mudanças climáticas.
Experiências de recuperação ambiental desenvolvidas em territórios amazônicos integraram a programação da VI Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE2026), realizada em Brasília entre os dias 27 e 31 de julho. Técnicos do Idesam e parceiros das comunidades do Uatumã, Tupé e Tarumã-Mirim participaram dos debates e apresentaram resultados de iniciativas executadas na região.
Com o tema “Restauração ecológica: inclusão e justiça climática”, a conferência reuniu pesquisadores, representantes de comunidades tradicionais, gestores públicos e financiadores. O encontro discutiu estratégias para recuperar ecossistemas brasileiros e ampliar a participação das populações locais nas ações ambientais.
Restauração associada à geração de renda
Durante o evento, o Idesam compartilhou práticas de restauração ecológica e produtiva construídas ao longo de mais de 20 anos de atuação na Amazônia. A abordagem combina a recuperação de áreas degradadas com atividades capazes de fortalecer a economia local e gerar oportunidades para as comunidades.
Os trabalhos apresentados destacaram que a restauração pode ir além do plantio de espécies e da recomposição da vegetação. Quando associada à bioeconomia e aos conhecimentos tradicionais, a estratégia também contribui para conservar a biodiversidade, fortalecer os territórios e aumentar a capacidade de resposta aos efeitos das mudanças climáticas.
Conhecimento amazônico no debate nacional
A participação incluiu a apresentação de trabalhos científicos elaborados a partir das ações realizadas nos territórios. Os estudos conectam pesquisa, inovação e saberes comunitários para desenvolver soluções adaptadas às características sociais e ambientais da Amazônia.
Ao levar essas experiências à SOBRE2026, o Idesam buscou ampliar a troca de conhecimentos e estabelecer novas parcerias. A presença amazônica no encontro também reforçou a importância de incluir comunidades e florestas nas políticas e nos investimentos voltados à restauração ecológica e ao desenvolvimento sustentável.