Com fábricas na Amazônia e foco em soluções críticas de armazenamento de energia, a UCB Power une inovação local e escala global para enfrentar os desafios energéticos do país.
A transição energética no Brasil ganha um novo capítulo com a entrada da multinacional chinesa Vision Group como acionista minoritária da UCB Power, empresa brasileira especializada em soluções de armazenamento de energia. A operação, além de reforçar o posicionamento da UCB como player global, destaca-se como um exemplo real de alianças internacionais para impulsionar a escala industrial sem descaracterizar a atuação local.
Fundada em 1973, a UCB Power mantém plantas em Manaus (AM) e Extrema (MG), além de sede em São Paulo e escritório em Rondônia, e possui forte inserção em regiões de difícil acesso energético. A empresa acumula experiência prática em levar soluções críticas a localidades remotas, longe dos grandes centros urbanos, o que a torna um caso singular na agenda de transição energética no país.

A parceria com a Vision — listada na Bolsa de Shenzhen e detentora de um robusto portfólio tecnológico, incluindo baterias de íons de lítio, chumbo-ácido e células de hidrogênio — representa uma aposta estratégica em inovação com respeito à identidade brasileira. Segundo Ronaldo Gerdes, CEO da UCB, o acordo permitirá “acesso direto à tecnologia, escala global e maior robustez industrial, sem abrir mão da nossa essência, da nossa marca e da proximidade com o mercado brasileiro”.
O movimento ocorre em um momento de forte expectativa para o setor, com o primeiro leilão federal para contratação de sistemas de armazenamento previsto para este ano e a crescente demanda por soluções B2B. A UCB Power também mantém parcerias comerciais na Ásia, com escritórios em Seul, na Coreia do Sul, e em Shenzhen, na China, cidade onde a Vision Group está listada na bolsa.
Com previsão de faturar R$ 800 milhões neste ano, a UCB Power torna-se um símbolo de como a transição energética pode ocorrer de fato a partir da realidade brasileira, priorizando aplicações críticas e respeitando os desafios regionais sem abrir mão da ambição internacional.
