Relatório da ONU mostra que preservar a saúde do planeta pode gerar riqueza, reduzir desigualdades e evitar milhões de mortes por poluição, fome e eventos extremos.
A transformação de cinco sistemas-chave — economia, resíduos, energia, alimentação e meio ambiente — pode gerar até US$ 20 trilhões por ano em ganhos globais até 2070, segundo relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O estudo, intitulado Panorama Ambiental Global 7 (GEO-7), reúne análises de 287 especialistas de 82 países e foi apresentado durante a Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, realizada em Nairóbi.

O documento alerta que os modelos atuais de produção e consumo intensificam a crise climática, a degradação do solo, a poluição e a perda de biodiversidade, o que já compromete a saúde humana, a economia e a saúde do planeta. Apenas a poluição do ar gerou perdas de US$ 8,1 trilhões em 2019, valor equivalente a 6,1% do PIB mundial.
Por outro lado, o GEO-7 projeta que medidas integradas em áreas como agricultura sustentável, energia limpa e economia circular podem não apenas frear a degradação ambiental, mas também trazer retorno econômico expressivo. Os benefícios devem começar a surgir já em 2050, com possibilidade de evitar 9 milhões de mortes prematuras e tirar 100 milhões de pessoas da pobreza extrema, o documento evidencia investir na saúde do planeta também é investir em qualidade de vida.
Segundo Inger Andersen, diretora-executiva do PNUMA, trata-se de uma escolha entre manter o atual caminho rumo ao colapso climático e ecológico ou adotar uma agenda sustentável capaz de garantir prosperidade e bem-estar para as futuras gerações. Para ela, o progresso humano é suficiente para avançar no segundo sentido.
Segundo Inger Andersen, diretora-executiva do PNUMA, trata-se de uma escolha entre manter o atual caminho rumo ao colapso climático e ecológico ou adotar uma agenda sustentável capaz de garantir prosperidade e bem-estar para as futuras gerações. Para ela, o progresso humano é suficiente para avançar nesse sentido. Andersen afirma que os dados são um “apelo a todas as nações para que aproveitem estes avanços, invistam na saúde do planeta e conduzam suas economias rumo a um futuro próspero e sustentável”.

