“Além de comemorar, importante ressaltar e reconhecer a Bancada Federal do Amazonas, da experiência do senador Eduardo Braga, da combatividade do senador Omar Aziz, que possibilitaram a manutenção do programa ZFM. Graças a esse esforço político e institucional, experimentamos hoje fase inédita de estabilidade e expansão: entre janeiro e junho de 2025, foram alcançados 132.075 empregos — superando o recorde anterior, com base nos dados mais recentes da Suframa, que em abril registrava 131.446 trabalhadores ativos na ZFM”.
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Nesta semana, celebramos com orgulho e emoção os 46 anos do CIEAM – uma trajetória marcada por coragem, visão e compromisso com o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Para eternizar esse marco, lançamos o livro “CIEAM em Movimento: Indústria, Floresta e Cidadania”, sob a coordenação de Alfredo Lopes. Mais que uma obra, é um tributo vivo à saga de líderes obstinados que, geração após geração, construíram com voluntariado e paixão um CIEAM forte, atuante e protagonista.

Este livro é uma ode à nossa história, aos nomes que se tornaram lendas, às lutas que moldaram nosso presente e às conquistas que projetam nosso futuro. Ele revela o DNA de uma indústria que pulsa no coração da floresta, que permanece em pé não por acaso, mas por consciência, propósito e compromisso com a cidadania.
E como parte dessa celebração, entregamos ao Brasil – começando por nossa valorosa bancada legislativa do Amazonas – o estudo técnico “Gastos Tributários no Brasil e o Custo Fiscal da Zona Franca de Manaus”, elaborado pelo professor Márcio Holland, da FGV. Um trabalho rigoroso, científico e revelador, que desmonta mitos e apresenta um diagnóstico honesto e estratégico sobre o papel da Zona Franca de Manaus (ZFM) no desenvolvimento nacional.
Os números falam por si: os gastos tributários com a indústria da ZFM representam apenas 1,55% do total federal, podendo variar entre 1,05% e 1,76%. Considerando todas as atividades, essa renúncia equivale a 4,1% do total nacional. Ou seja, a retórica do “peso” da ZFM nas contas públicas não resiste aos fatos. Nosso modelo é financeiramente responsável, socialmente necessário e ambientalmente virtuoso.
Essas duas obras dialogam com profundidade. O livro narra a epopeia de uma indústria que não apenas convive com a floresta, mas a protege e a valoriza como fonte de soluções para o Brasil e para o mundo.
Importante frisar: as empresas incentivadas da ZFM não recebem um único centavo da União para estruturar seus negócios. Tudo vem do esforço dos investidores – fábricas, tecnologia, capacitação, logística. O que esperamos do poder público é a infraestrutura prometida, ainda ausente. Após 46 anos de CIEAM e 58 de Zona Franca, seguimos isolados por terra, sem hidrovias balizadas e sem uma cabotagem competitiva.

O CIEAM nasceu com propósitos claros e continua fiel a eles: defender suas associadas, promover o desenvolvimento do Amazonas e da Amazônia, e lutar por uma floresta em pé que beneficia todo o país.
A Amazônia oferece ao Brasil, gratuitamente, serviços ambientais que sustentam o agronegócio, abastecem reservatórios e espalham vantagens por todo o continente. Essa floresta em pé é sustentada por uma indústria que emite nota fiscal, atua com transparência e cumpre sua responsabilidade social.
A indústria incentivada é parte da solução: gera empregos formais, investe em pesquisa e inovação, preserva o meio ambiente e alimenta fundos e taxas. Por isso, o trabalho incansável das conselheiras, conselheiros e comissões setoriais do CIEAM é essencial. São eles que, com dedicação voluntária, constroem consensos, defendem o futuro da nossa economia e protegem a floresta que nos define.

Além de comemorar, importante ressaltar e reconhecer a Bancada Federal do Amazonas, da experiência do senador Eduardo Braga, da combatividade do senador Omar Aziz, que possibilitaram a manutenção do programa ZFM. Graças a esse esforço político e institucional, experimentamos hoje fase inédita de estabilidade e expansão: entre janeiro e junho de 2025, foram alcançados 132.075 empregos — superando o recorde anterior, com base nos dados mais recentes da Suframa, que em abril registrava 131.446 trabalhadores ativos na ZFM. Além disso, foram implantadas 51 novas empresas de ponta: 40 ao longo de 2024 e outras 11 no início de 2025, atraídas pela segurança jurídica conferida pela regulamentação da reforma tributária.
A indústria da floresta em pé e em movimento não é um privilégio: é a melhor solução para o Brasil. É inteligência natural e cultural, guardiã dos ativos que a Humanidade precisa e dos serviços que o clima exige. É símbolo de soberania, de uma nação que pode liderar a pacificação climática, a solidariedade entre os povos e a redução das desigualdades que nos envergonham – ou deveriam nos envergonhar.
