Novo Plano Safra condiciona acesso a crédito rural à adoção de práticas sustentáveis

Novo Plano Safra exige implementação de práticas sustentáveis, como o zoneamento climático, com o objetivo de incentivar o crescimento produtivo rural e diminuir impactos ambientais

O novo Plano Safra coloca em pauta a sustentabilidade ao tornar obrigatório o uso do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para acesso a créditos e seguros rurais. A medida busca aumentar a produtividade agrícola e minimizar os impactos ambientais, ao definir períodos ideais de plantio por cultura e região e garantir o uso racional de recursos naturais. 

O que é o Zoneamento Agrícola de Risco Climático?

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) é uma ferramenta do governo brasileiro que orienta agricultores sobre os melhores períodos para plantar cada cultura, em diferentes regiões. O objetivo do Zarc é indicar as épocas de plantio com menor risco de perdas causadas por eventos climáticos.

Chuvas intensas alagam plantação de berinjelas, resultando em perdas significativas e demonstrando a vulnerabilidade da agricultura a eventos climáticos extremos.
O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) ajuda a mitigar os impactos de eventos climáticos extremos, como alagamentos, e garantir a sustentabilidade. Foto: Field View.

Com um valor de R$ 516,2 bilhões destinados à agricultura empresarial, o novo Plano Safra lida com a crescente pressão das atividades produtivas sobre os recursos naturais. Dados da MapBiomas mostram que, nos últimos cinco anos, as atividades agropecuárias foram responsáveis por mais de 97% do desmatamento no Brasil, destacando a necessidade urgente de regulamentos que conciliem o crescimento do agronegócio com a preservação ambiental.

Campo agrícola demonstrando a prática de rotação de culturas, com diferentes tipos de plantas cultivadas em sequência para preservar o solo e aumentar a produtividade de forma sustentável.
Com o objetivo de promover práticas sustentáveis, o Novo Plano Safra incentiva a rotação de culturas e o zoneamento climático. Foto: TMF Fertilizantes

Por isso, o governo também vai oferecer incentivos fiscais para produtores que adotem práticas sustentáveis, como plantio direto, rotação de culturas e o uso de bioinsumos. O apoio à agricultura familiar também será priorizado, com a adoção de juros reais negativos, visando promover o equilíbrio fiscal e fortalecer os pequenos produtores.

Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu é jornalista e mestre em Comunicação. Especialista em jornalismo digital, com experiência em temas relacionados à economia, política e cultura. Atualmente, produz matérias sobre meio ambiente, ciência e desenvolvimento sustentável no portal Brasil Amazônia Agora.

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