As estruturas usadas para o garimpo ilegal estavam localizadas em áreas remotas da unidade de conservação, uma região sensível por abrigar comunidades ribeirinhas e indígenas
No dia 22 de Junho, uma operação conjunta entre órgãos ambientais e de segurança pública do Pará desarticulou um esquema de garimpo ilegal em uma área de proteção ambiental da Amazônia. A ação, batizada de “Operação São Benedito”, foi realizada no município de Jacareacanga, no sudoeste do estado, dentro do Refúgio de Vida Silvestre Rios São Benedito e Azul (Revis) — uma unidade de conservação de proteção integral.
Durante a operação, foram inutilizadas 20 embarcações utilizadas para a extração ilegal de ouro no leito do Rio São Manoel. Entre os equipamentos destruídos estavam dez dragas escariantes, sete balsas flutuantes e três rebocadores, todos empregados em atividades ilegais de mineração que ameaçam a integridade ecológica da região.
O trabalho foi coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) e pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).
Durante a Operação São Benedito, os agentes também desmobilizaram um estaleiro clandestino instalado dentro da Revis, que era utilizado para construção e reparo de embarcações empregadas no garimpo ilegal. Além disso, as equipes identificaram e eliminaram quatro acampamentos que ofereciam suporte logístico à atividade garimpeira. Essas estruturas estavam localizadas em áreas remotas da unidade de conservação, uma região particularmente sensível por abrigar comunidades ribeirinhas e indígenas.
No total, foram lavrados 18 Termos de Apreensão, 18 Termos de Destruição e um Termo de Depósito, reforçando o caráter legal da ação. Uma embarcação voltada à pesca esportiva também foi autuada por operar sem autorização ambiental.
Importância local
Com mais de 30 mil hectares de extensão, o Refúgio de Vida Silvestre Rios São Benedito e Azul (Revis) abrange os municípios de Jacareacanga e Novo Progresso, no sudoeste do Pará. Esta unidade de conservação de proteção integral desempenha um papel essencial na preservação da biodiversidade amazônica, atuando como barreira estratégica no combate ao desmatamento e à degradação ambiental.