Distribuição de Renda e Zona Franca de Manaus

”Revisar a distribuição de renda no Brasil é revisar o pacto nacional de desenvolvimento. O fortalecimento da renda das famílias brasileiras é combustível direto para o crescimento da indústria e para a afirmação de modelos sustentáveis. E para acelerar o exercício pleno da cidadania”.

A distribuição de renda é muito mais que uma pauta social, é uma estratégia econômica inteligente para regiões como a Amazônia. Pensar a redistribuição da renda nacional – pauta bomba no debate polarizado do país – é pensar também em sustentabilidade fiscal, fortalecimento do mercado interno e inclusão territorial.

Expansão do Mercado Consumidor

A maior parte da produção do Polo Industrial de Manaus se destina ao mercado interno. Quanto mais pessoas conseguem acessar bens duráveis, tecnologia e meios de transporte individual, maior é a demanda que retorna à indústria da Zona Franca.

Estímulo à Diversificação Industrial

Uma população com maior poder de compra é mais exigente e variada em seus padrões de consumo. Isso impulsiona a diversificação industrial, algo urgente para o futuro da Zona Franca de Manaus.

Revisar a distribuição de renda no Brasil é revisar o pacto nacional de desenvolvimento. O fortalecimento da renda das famílias brasileiras é combustível direto para o crescimento da indústria e para a afirmação de modelos sustentáveis. E para acelerar o exercício pleno da cidadania
foto: Moto Honda

Redução das Desigualdades Regionais

A Zona Franca de Manaus foi criada para reduzir as desigualdades regionais. A distribuição de renda, se bem executada, reforça essa missão: amplia a base de consumidores, qualifica a mão de obra local e fortalece a economia da floresta em pé.

Sustentação Política e Econômica dos Incentivos

A legitimidade dos incentivos à indústria da Amazônia depende da sua conexão com o interesse público. A redistribuição de renda aumenta a arrecadação e reduz a pressão sobre o Estado com políticas compensatórias.

Condição Indispensável: Boa Gestão

A redistribuição da renda só se converte em desenvolvimento concreto com gestão eficiente, transparente e planejada dos recursos públicos. Não faltam recursos, o que falta é prioridade com o povo é uso da tecnologia para assegurar a transparência e conquistar a prosperidade social.

Distribuir é progredir

Revisar a distribuição de renda no Brasil é revisar o pacto nacional de desenvolvimento. O fortalecimento da renda das famílias brasileiras é combustível direto para o crescimento da indústria e para a afirmação de modelos sustentáveis. E para acelerar o exercício pleno da cidadania. Distribuir renda é investir em dignidade e incluir pela produção. E é, acima de tudo, ampliar os caminhos do futuro.

Nelson Azevedo
Nelson Azevedo
Nelson Azevedo é economista, empresário, presidente do Sindicato da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e de Materiais Elétricos de Manaus, conselheiro do CIEAM e vice-presidente da FIEAM

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