Economistas cobram Biden uma definição realista do custo social do carbono

A administração Biden se comprometeu a colocar os EUA no caminho das emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050 e a limitar o aquecimento em linha com o Acordo de Paris. O preço do carbono usado pelo governo para desenvolver sua política climática precisa ser consistente com este compromisso – o que não é o caso.

A crítica é de quatro economistas – Nicholas Stern, Joseph Stiglitz, Kristina Karlsson e Charlotte Taylor – autores de um relatório endereçado ao governo dos EUA que acaba de ser publicado pelo Instituto Roosevelt. “Em uma economia de mercado, os preços são críticos para a alocação de recursos, para orientar os investimentos, para orientar a regulamentação. É preciso ter alguma noção dos benefícios da redução de carbono. Ou do custo de não reduzir o carbono, de qualquer forma”, explicou Stiglitz à Bloomberg Green.

E existem também riscos financeiros neste faz-de-conta climático. Ao Fórum Econômico Mundial, Huanhuan Zheng, professor da Universidade Nacional de Singapura, escreve sobre como o greenwash ameaça a integridade de títulos verdes, sugerindo aos governos a criação de políticas climáticas para a mitigação do problema. “A política climática está para os títulos verdes como uma política monetária credível está para os títulos regulares”, afirma o pesquisador. “A política climática é, portanto, a nova política monetária para as finanças verdes.”

Em tempo: Não é só o governo dos EUA que está levando puxões de orelha por planos climáticos insuficientes. Um estudo publicado na quarta (26/1) analisou os cinco anos da presidência francesa de Emmanuel Macron e identificou uma forte retórica em favor do clima, mas com metas climáticas ignoradas sistematicamente em todos os setores. Pior: Macron teria usado a crise climática para reativar projetos de energia nuclear. A Bloomberg deu destaque ao estudo.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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