Demorou, mas finalmente governo define regras para eólicas offshore

O governo federal publicou um decreto definindo as regras para o aproveitamento da energia dos ventos no mar brasileiro. O decreto também vale para superfícies de lagos e represas em áreas da União.

Com as regras do decreto, os quase 3.500 projetos em análise pelo IBAMA podem, algum dia, acrescentar mais 40 GW de capacidade de geração à matriz elétrica brasileira, o que hoje representaria quase 25% de toda a capacidade de geração instalada no país. Agência BrasilEstadão e Canal Energia comentaram o decreto.

Em um seminário da revista Saneamento Ambiental realizado no ano passado, um dirigente da Abemar (Associação Brasileira de Eólicas Marítimas) estimou que o potencial offshore brasileiro pode chegar a 750 GW em águas de até 50 m de profundidade. Segundo o Canal Energia, o Senai-RN foi contratado para mapear o potencial offshore do Rio Grande do Norte até o Amapá.

As eólicas offshore estão em franca expansão no mundo, puxada pela China e pelos países que podem aproveitar os ventos do Mar do Norte. Só a China, segundo a GWEC, instalou 6,1 GW em 2020 e, segundo a Offshore Wind, mais 16,9 GW no ano passado.

Em tempo 1: Um estudo da Universidade Federal do Paraná constatou que os reservatórios das principais hidrelétricas brasileiras estão recebendo cada vez menos água. Entre 2010 e 2020, a queda foi de mais de 10%. A maior parte destas represas foi construída no século passado, a maioria há mais de 40 anos. Nesse tempo, o assoreamento foi reduzindo o volume útil dos reservatórios, o que fez reduzir ainda mais suas capacidades de geração. Uma matéria do Valor informa das trocas de turbinas e da instalação de equipamentos e inteligência que estão sendo feitas para gerar um pouco mais de energia com cada vez menos água e volume de reservatório.

Em tempo 2: A ITAIPU BINACIONAL perdeu seu segundo general-presidente em menos de um ano. No ano passado, o general Silva e Luna foi para a Petrobras e foi substituído pelo general João Francisco Ferreira. Nesta semana, Ferreira pediu para sair. O vice-almirante Anatalício Risden Jr foi nomeado para o seu lugar. Uma matéria do Valor sugere que a troca foi motivada pelo apetite do Centrão por mais cargos bem remunerados.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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