Conheça os peixes que podem viver fora d’água

A maioria dos peixes utilizam guelras para absorver o oxigênio da água. Mas muitos peixes, como os killifish e dipnoicos, possuem adaptações que os deixam respirar fora d’água.

Por exemplo, killifish de mangue tem uma pele especializada que assume alguns papéis das guelras, como a manutenção dos níveis de sal. Um tipo de killifish chamado mummichog navega visualmente, saltando e orientando o seu corpo em direção à água, de acordo com um estudo recente.

A pele especial dos peixes que respiram fora d’água também possuem vasos sanguíneos que se encontram na superfície da pele, permitindo que mais oxigênio seja absorvido pelo sangue.

Os peixes deixam a água por várias razões, tais como fuga de predadores, busca por comida ou ambientes com baixo teor de oxigênio.

Bagre ambulante ou peixe-gato

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O bagre ambulante, um peixe nativo do sudeste asiático que invadiu o sul da Flórida, tem um órgão extra que auxilia as suas guelras e o ajuda a absorver o oxigênio do ar.

“Depois de uma grande tempestade, não é raro ver este peixe-gato andando pela estrada”, diz George Burgess, um ictiólogo do Museu de História Natural da Flórida.

O bagre flexiona o seu corpo para trás e para a frente para se mover, e a sua barbatana peitoral espinhosa proporciona uma vantagem adicional. 

Enguias

As enguias sobem sobre barragens e outros obstáculos enquanto viajam rio acima, respirando oxigênio através da sua pele.

As enguias “viram-se de um lugar para o outro” em terra, e embora estes movimentos pareçam aleatórios, “sabem o que estão fazendo”, diz Burgess.

Dipnoico ou lungfish, o peixe com pulmão

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No entanto, a espécie que ganha de todos os outros peixes que vivem fora d’água é o dipnoico, ou lungfish, da África Ocidental e América do Sul. Eles possuem guelras e um pulmão primitivo.

O seu “pulmão” é uma bexiga natatória modificada. Na maioria dos peixes é utilizada para flutuabilidade na natação, mas no dipnoico também absorve oxigênio e remove resíduos.

Em períodos secos, os animais embrulham-se em um casulo de muco, enterram-se na lama, e ficam adormecidos, às vezes durante anos.

Durante este tempo, respiram ar através da sua bexiga natatória ao invés das guelras, e reduzem dramaticamente a sua taxa metabólica. Estes peixes até se afogam caso forem mantidos debaixo de água.

Quando as chuvas voltam, os peixes voltam a sair da terra.

Acredita-se que os dipnoicos são os parentes vivos mais próximos dos tetrápodes, e compartilham com eles uma série de características importantes. Entre estas características encontram-se o esmalte dos dentes, a separação do fluxo de sangue pulmonar do fluxo de sangue corporal, a disposição dos ossos do crânio, e a presença de quatro membros de tamanho semelhante com a mesma posição e estrutura que as quatro pernas dos tetrápodes.

Fonte: Socientífica

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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