Terras indígenas ficarão desprotegidas entre setembro e janeiro de 2022

As portarias de proteção de uso das terras indígenas Piripkura, Jacareúba e Piriti expiram no ano de 2021, já Ituna-Itatá o prazo expira em janeiro do ano que vem.

Cerca de 4 terras indígenas no Brasil ficarão desprotegidas entre setembro e janeiro de 2022, caso a Fundação Nacional do Índio (Funai) não renove as portarias de restrição de uso que estão próximas de expirar.

As portarias de proteção de uso das terras indígenas Piripkura (MT), Jacareúba/ Karawixi (AM) e Piriti (RR) acabam em 2021, enquanto que a responsável por Ituna-Itatá se encerra em janeiro de 2022.

Para impedir isso, uma campanha realizada pela Coordenação das Organizações Indígrnas da Amazônia Brasileira (COIAB) e do Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (Opi), criando uma petição online com o objetivo de renovação das portarias.

Instituído desde 1996, a restrição de uso das terras indígenas impede a exploração de recursos naturais nas terras indí , além de bloquear a expansão das propriedades rurais. As portarias ainda proíbem o acesso às áreas de pessoas sem autorização pela Coordenação Geral de Índios Isolados e Recém Contatados (CGIIRC).

Entre as 4 terras, o caso mais urgente é o território localizado em Mato Grosso, cuja portaria vai expirar dia 18 de setembro. Entre as terras indígenas, a Piripkura já foi a mais afetada pelo desmatamento ilegal no ano de 2020. Em março de 2021, 518 hectares foram invadidos e abertos clandestinamente no território onde a área desmatada equivale a 298 mil árvores.

Fonte: Portal Amazônia

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Água em risco: como a poluição ameaça a vida nos rios do planeta e o que pode ser feito agora

Com a maior rede hidrográfica do planeta e uma biodiversidade aquática extraordinária, o país está no centro desse debate. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios conhecidos: saneamento insuficiente, poluição por mineração, expansão agrícola e impactos das mudanças climáticas. A Amazônia, por exemplo, já apresenta sinais de contaminação por plásticos e outros poluentes, evidenciando que nem mesmo regiões consideradas remotas estão imunes

Terras raras no Brasil entram no centro da disputa por soberania nacional

Terras raras no Brasil entram na disputa global, com Lula defendendo soberania mineral diante de pressões externas e impactos ambientais.

Mineração sustentável é possível? Transição energética expõe dilema

Mineração sustentável é possível? Avanços tecnológicos enfrentam limites ambientais, pressão sobre ecossistemas e desafios da transição energética.

O mundo mudou — e a Amazônia precisa reagir antes de ser empurrada

Entrevista | Denis Minev ao Brasil Amazônia Agora Empresário à...