Piauí investe R$ 150 milhões em mini usinas de energia solar

Com investimentos de R$ 150 milhões, serão oito mini usinas com capacidade de produção de 5 MW cada, segundo a superintendência do Programa de PPP do Piauí

Piauí tem um programa de parceria público privada (PPP) com oito projetos de iluminação pública já licitados ou em fase de assinatura de contrato. Um deles é o de mini usinas de geração de energia solar fotovoltaica, que incrementam sua autossuficiência energética. De acordo com a superintendência do Programa de PPP do Piauí, serão oito mini usinas com capacidade de produção de 5 MW cada. Os investimentos somam R$ 150 milhões. A previsão é que elas entrem em funcionamento até o final deste ano, usando a tecnologia de rastreadores (trackers) e reduzindo as despesas de energia em cerca de 20%.

Viviane Moura, superintendente do Programa de PPP, adianta que a fase atual do projeto envolve o alinhamento com a concessionária local, uma vez que a energia produzida pelas usinas deve ser integrada ao sistema distribuído. O volume injetado na rede passará a ser compensado, com a redução dos custos de energia para o Piauí. “É uma matriz de energia limpa, sustentável e sem riscos. Também é um dos projetos de desenvolvimento de infraestrutura que mais empregam mão de obra qualificada e que possui alta empregabilidade”, explica a superintendente.

Ela adianta que as cidades que vão sediar as instalações são Caraúbas, Cabeceiras do Piauí, Curralinhos, Barras, e Canto do Buriti. Viviane informa que quase 90 mil pessoas residentes nesses municípios serão impactadas diretamente pela implantação das mini usinas.

Fonte: Além da Energia

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Manaus, a cidade no coração da floresta que desaprendeu a respirar

Fumaça volta a cobrir a capital, expõe crianças e...

Trump já está interferindo na eleição brasileira?

“Da pressão sobre o STF às articulações bolsonaristas em...

O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.

Terra Indígena Apyterewa: desmatamento caiu de 102 km² para 7,5 km² após a retirada de invasores

Terra Indígena Apyterewa reduz o desmatamento após desintrusão, mas ameaças e risco de novas invasões ainda preocupam o povo Parakanã.