Garimpo: crime organizado intensifica ações na Terra Indígena Yanomami

Reportagem da Amazônia Real, veículo que desde maio cobre a escalada da violência na Terra Indígena Yanomami, relata que o PCC fortaleceu sua presença na região, traficando drogas, fazendo segurança de garimpeiros e assassinatos por encomenda.

Segundo o chefe da Divisão de Inteligência e Captura (DICAP), Roney Cruz, a presença de criminosos atuando nos garimpos da Terra Yanomami não é nova, mas houve um “aumento gigantesco” em 2021: “Isso começou com foragidos indo por conta própria, e recentemente, passou a acontecer de levarem criminosos, de sugerir: ‘Ah, vai sair na Saída Temporária (do sistema prisional)? Dá um tempo da cidade, vamos para o garimpo, não fica no sistema (prisional) não’”.

Cruz explica que o garimpo se tornou um local atrativo para os criminosos pela possibilidade de se manterem escondidos da polícia.

Segundo Dário Kopenawa Yanomami, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami, há meses os Yanomami vinham relatando a presença de homens “estranhos”, mascarados e armados.

A TI Yanomami é alvo de mineradores, empresários, políticos e garimpeiros de várias partes do Brasil desde a década de 1970. Hoje, são estimados mais de 26 mil garimpeiros invasores da TI.

Revista Forum também repercutiu a notícia.

Em tempo: O Ministério Público Federal (MPF) no Pará investiga uma cooperativa criada em 2019 com a ajuda do ex-deputado federal e cantor Sérgio Reis e que tem entre os seus principais objetivos viabilizar a exploração mineral na Terra Indígena Kayapó, no Pará. A criação da cooperativa aconteceu em meio ao avanço dos garimpos ilegais em Terras Indígenas em estados como o Pará e Roraima. A O Globo, Sérgio Reis admitiu ter ajudado a criar a entidade, mas nega ter vínculo com ela atualmente.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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