Desgoverno ambiental coloca Brasil como “vilão” no cenário internacional

O avanço de pautas antiambientais no Congresso Nacional e a permanência do tóxico Ricardo Salles no comando do ministério do meio ambiente, junto com a explosão recente do desmatamento na Amazônia, consolidam a imagem negativa do Brasil no cenário global. Isso já está sendo sentido nas negociações internacionais sobre meio ambiente, onde o país se isola cada vez mais. “O Brasil sempre foi protagonista nas negociações, mas os interlocutores internacionais, que reconhecem a legitimidade de um governo democraticamente eleito, não sabem quais são os planos do Brasil para o meio ambiente e não sabem como engajar o governo”, comentou Ana Toni (Instituto Clima e Sociedade) durante live realizada ontem (22/6) pelo Valor.

Uma das polêmicas recentes que ameaçam melindrar ainda mais o humor externo com o Brasil é o projeto de flexibilização do licenciamento ambiental, em discussão no Congresso Nacional. Daniela Chiaretti destacou no Valor as divergências acentuadas entre ambientalistas, ruralistas e o governo federal nesse tema. Três pontos são críticos na visão ambiental: a possibilidade de “autolicenciamento”; a delegação de decisões a órgãos estaduais sem regulamentos federais mínimos; e a dispensa de licenciamento a atividades com potencial de dano. Além de enfraquecer a proteção ambiental, essas mudanças diminuem a segurança jurídica do processo de licenciamento, com maior margem para judicialização.

Em tempo: Pela 2ª vez em dois meses, a direção da Polícia Federal substituiu repentinamente um delegado responsável por investigar suspeitas de corrupção contra o ministro Ricardo Salles. Depois de Alexandre Saraiva sair da superintendência da PF no Amazonas, agora foi a vez do delegado Franco Perazzoni, que foi afastado da chefia da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros do Distrito Federal. Perazzoni foi quem encabeçou a Operação Akuanduba, que investiga a conduta de Salles e de auxiliares dele no ministério do meio ambiente em favor de madeireiros envolvidos com ilegalidade ambiental. A despeito do afastamento, Perazzoni seguirá à frente do inquérito, ao menos por ora. N’O Globo, Bela Megale disse que fontes da PF enxergam a decisão como uma represália da direção da corporação contra o delegado por causa das investigações de Salles. O Antagonista também repercutiu as mudanças na PF do Distrito Federal.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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