Venda de carros elétricos e híbridos no Brasil cresce 55,5%

O registro se torna importante dado que os carros elétricos são bem menos poluentes do que os carros a combustão

O mercado de veículos menos poluentes está crescendo no país. Foram emplacados 5.989 carros elétricos em março, o que representa um crescimento de 55,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O aquecimento do setor de eletrificados vem numa crescente nos últimos anos. Já entre 2021 e 2022, as vendas de veículos eletrificados cresceram 43%. Agora, este primeiro trimestre de 2023 se consolida como o melhor primeiro trimestre da série histórica, sendo 14.787 eletrificados leves vendidos – 50% a mais do que o mesmo período de 2022. Os dados são da Abve (Associação Brasileira do Veículo Elétrico).

Os eletrificados leves incluem os veículos elétricos híbridos plug-in (BEV e PHEV) e os não plug-in (HEV), somando automóveis, comerciais leves, utilitários e SUVs.

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Plug-in e híbridos

Afunilando a questão apenas para os elétricos plug-in (aqueles que podem ser recarregados por conector externo), o crescimento foi de 194% na comparação entre março de 2023 e 2022. Foram vendidas 2.172 unidades de PHEV (elétricos híbridos plug-in) e 587 de BEV (elétricos 100% a bateria).

Já os veículos elétricos híbridos não plug-in (chamados de HEV) tiveram 3.230 unidades emplacadas. Os HEV mantêm a liderança do mercado de veículos eletrificados no Brasil, números puxados especialmente pelos modelos flex movidos a etanol.

Apesar disso, a participação desses veículos no mercado é de só 3,37%.

Desafios

A adoção de elétricos, sobretudo em frotas de caminhões e transporte público coletivo, ajudará as cidades a reduzir a poluição, os ruídos e, consequentemente, melhorar a saúde da população em geral. Mesmo com tantos benefícios e, apesar dos números esperançosos para a eletromobilidade no Brasil, a participação desses veículos no mercado é de apenas 3,37%. Além dos preços elevados, a falta de infraestrutura de recarga desponta como um dos principais desafios.

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Além dos preços elevados, a falta de infraestrutura de recarga desponta como um dos principais desafios para os elétricos. | Foto: Mike B | Pexels

Segundo a ABVE, havia em dezembro de 2022 um total de aproximadamente 2.950 eletropostos públicos e semipúblicos no país. A previsão dos empresários do setor é de que haverá pelo menos 10 mil até 2025.

De fato, uma aliança de empresas brasileiras está buscando impulsionar a produção, adoção e infraestrutura para veículos elétricos. “A infraestrutura precisa entregar uma experiência ótima para o usuário, de maneira que o processo de carga seja o mais similar o possível com o abastecimento de combustível. Por isso, a infraestrutura de carregamento ultrarrápido (carregadores com potência superior a 150kW) é estratégica na adoção de veículos elétricos em escala”, afirma a empresa Siemens em nota.

A primeira rota de carregadores rápidos para elétricos foi lançada em 2022 no Sul do país, interligando as capitais e cidades importantes da região.

Fonte: CicloVivo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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