Tibet alcança neutralidade de carbono e reforça compromisso ecológico da China

O Planalto Qinghai-Tibet absorve anualmente 162 milhões de toneladas de carbono, representando até 16% da capacidade total da China, conforme discutido em um fórum recente com a presença de cientistas e autoridades governamentais.

No sudoeste da China, a Região Autônoma do Tibet celebrou a conquista da neutralidade de carbono. A revelação foi feita por Yan Jinhai, líder do governo regional, em um evento recente que discutiu o ecossistema do Planalto Qinghai-Tibet.

Ocorrendo na cidade de Nyingchi, o fórum de Namjagbarwa, que teve início ontem, foca na criação de um planalto de civilização ecológica no Tibet. Durante a cerimônia inaugural, Yan destacou o potencial da região em contribuir ainda mais para as metas de carbono estabelecidas pela China.

Sumidouro de carbono

Especialistas presentes no evento compartilharam que o Planalto Qinghai-Tibet absorve cerca de 162 milhões de toneladas de carbono anualmente. Isso representa entre 8% e 16% da capacidade total de absorção de carbono do ecossistema chinês. Além disso, estudos recentes indicam que a região tem absorvido aproximadamente 47,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, enquanto emite cerca de 11,5 milhões de toneladas, confirmando a neutralidade de carbono da região.

Tibet

O evento contou com a participação de mais de 120 autoridades governamentais, especialistas e pesquisadores. Entre eles, membros da Academia Chinesa de Ciências e da Academia Chinesa de Engenharia.

Avanços ecológicos

Um relatório divulgado pelo Departamento de Comunicação do Conselho de Estado destacou os progressos da potência asiática na transição para energias mais limpas e sustentáveis. Entre 2012 e 2021, o país plantou uma área de 64 milhões de hectares com árvores, combateu a desertificação em 18,53 milhões de hectares e restaurou mais de 800.000 hectares de zonas úmidas, conforme o documento “O Desenvolvimento Verde da China na Nova Era“.

Energia renovável e crescimento verde

As energias renováveis ganharam destaque na matriz energética chinesa nos últimos anos. Em 2021, a produção das indústrias focadas em conservação energética e proteção ambiental superou a marca de 8 trilhões de yuans (equivalente a US$ 1,1 trilhão).

A China tem metas ambiciosas: o pretende atingir o pico de emissões de dióxido de carbono até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060.

Com informações do Xinhua em português

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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