Suframa: 58 anos de gratidão e compromisso com o desenvolvimento regional

Ao longo de quase seis décadas, a SUFRAMA tem sido a guardiã desse projeto de desenvolvimento regional, adaptando-se aos desafios e garantindo que a Zona Franca de Manaus continue sendo um modelo de sucesso

Celebrar os 58 anos da SUFRAMA é reconhecer uma história de conquistas, desafios superados e compromissos renovados com o futuro da Amazônia.

O modelo da Zona Franca de Manaus (ZFM), que a autarquia tem a missão de gerenciar e fortalecer, não é apenas um programa de incentivos fiscais. É, acima de tudo, um instrumento de desenvolvimento regional que sustenta a economia do Amazonas, promove a geração de empregos, financia a educação e impulsiona o progresso sustentável de toda a Região Norte.

O legado da Zona Franca de Manaus

Ao longo de mais de cinco décadas, a ZFM demonstrou sua importância estratégica. Hoje, mais de 85% da economia do Amazonas e cerca de 30% da geração de riqueza da Região Norte têm origem nas atividades do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Desenvolvimento regional

O que isso significa? Significa que, sem esse modelo econômico, estaríamos entregues a uma realidade de desenvolvimento predatório, marginalização social e desproteção ambiental.

A presença das indústrias na capital amazonense vai muito além da geração de empregos e arrecadação tributária. Os recursos oriundos das empresas do PIM financiam:

  • ✅ A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), garantindo formação qualificada e oportunidades para milhares de jovens.
  • ✅ O Fundo de Turismo e Interiorização do Desenvolvimento (FTID), incentivando a descentralização econômica.
  • ✅ Os Fundos de Fomento para Micro e Pequenas Empresas (FMPES e FTI), fortalecendo os negócios locais.
  • ✅ O Fundo de Solidariedade do Gabinete do Governo do Estado, que atende necessidades sociais essenciais.

Ou seja, a economia do Amazonas depende diretamente do sucesso da Zona Franca de Manaus, e esse sucesso está vinculado à permanência e ao aprimoramento do modelo de incentivos, que garantem competitividade às indústrias instaladas na região.

O futuro: interiorização e bioeconomia

Manaus já se consolidou como um grande centro econômico, concentrando a maior parte das atividades industriais. Agora, é hora de olhar para o interior e fomentar a diversificação produtiva em toda a Amazônia Ocidental.

A bioeconomia, baseada no aproveitamento sustentável dos recursos naturais da floresta, surge como um caminho promissor para essa transição.

Precisamos de políticas públicas e iniciativas privadas que incentivem novas cadeias produtivas sustentáveis, garantindo que os benefícios econômicos cheguem a toda a população.

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Foto postada em: Agência FAPESP

É fundamental assegurar que os recursos arrecadados pelo modelo da ZFM cumpram sua finalidade legal, promovendo desenvolvimento, inovação e melhoria real na qualidade de vida das populações do interior.

Agradecimento á Suframa e a seu compromisso com o desenvolvimento

Ao longo de quase seis décadas, a SUFRAMA tem sido a guardiã desse projeto de desenvolvimento regional, adaptando-se aos desafios e garantindo que a Zona Franca de Manaus continue sendo um modelo de sucesso.

Neste momento de celebração, prestamos nosso reconhecimento e gratidão à autarquia e, especialmente, ao seu atual superintendente, Bosco Saraiva, que, com dedicação e compromisso, segue conduzindo esse bastão tão fundamental para o futuro da Amazônia.

Que a SUFRAMA continue sendo uma referência na defesa do desenvolvimento sustentável, promovendo oportunidades para toda a região e assegurando que a riqueza gerada aqui beneficie, de fato, os irmãos do interior de toda Amazônia

Yara Amazônia Lins
Yara Amazônia Lins
Yara Amazônia Lins é conselheira e presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) e Diretora da Atricon. Pós-graduada em Ciências Contábeis pela UFAM e reúne um portfólio robusto em Espírito Publico nos seus mais de 40 anos de serviços prestados ao TCE-AM. Em seu atual mandato tem direcionado esforços, dentro das competências do órgão e da função que ocupa, para maiores realizações de valorização da Amazônia e da preservação do Meio Ambiente.

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