Idesam divulga selecionados para etapa do Desafio Bioinovação Amazônia

O programa do Idesam escolheu 50 participantes entre quase 500 inscritos de mais de 80 países. Jornada de desenvolvimento de soluções começa em 4 de agosto.

O Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) divulgou, nesta quinta-feira (30), a lista de participantes aprovados na primeira fase do Desafio Bioinovação Amazônia. Os nomes estão disponíveis no site oficial de chamadas da organização.

Ao todo, 50 pessoas foram selecionadas após um mês de avaliação. Os candidatos têm até sexta-feira (31) para confirmar a participação no programa, que recebeu quase 500 inscrições de mais de 80 países, distribuídos por todos os continentes.

A jornada terá início em 4 de agosto, com a formação de 25 duplas e o começo da prototipação das soluções. Em setembro, as dez propostas com melhor desempenho vão avançar para a etapa de validação tecnológica e elaboração do plano de negócios.

Em nota publicada nas redes sociais, o Idesam agradeceu aos inscritos nas categorias Inovadores e Especialistas em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O alcance internacional da chamada, segundo o Idesam, demonstra o interesse crescente pela criação de tecnologias capazes de transformar realidades na Amazônia.

Soluções para cadeias produtivas amazônicas

O Desafio Bioinovação Amazônia foi organizado em quatro fases. A primeira corresponde à seleção on-line de talentos. Em seguida, os participantes vão formar equipes e desenvolver suas propostas remotamente. A terceira etapa combina encontros virtuais e atividades presenciais para imersão e validação. A iniciativa será encerrada com uma cerimônia presencial de premiação.

Durante o programa, os selecionados participarão de uma imersão de 15 dias na Amazônia. A previsão é que permaneçam cerca de dez dias em Manaus e outros cinco em comunidades rurais, conforme as necessidades de cada projeto. Os custos de participação serão subsidiados pela iniciativa.

As equipes trabalharão em seis desafios voltados às cadeias da sociobiodiversidade. As áreas incluem a valorização de óleos de andiroba, copaíba e buriti; a criação de amidos funcionais de babaçu; o uso de resíduos do açaí; a inovação com óleos e manteigas da região; a fabricação de biomateriais com borracha nativa; e o desenvolvimento de métodos de sanitização para a cadeia da castanha-do-brasil. Para o líder de Inovação Aberta e ESG do Idesam, Paulo Simonetti, a proposta busca articular conhecimento científico, tecnologia e demandas locais para fortalecer um modelo inclusivo de desenvolvimento.

“O Desafio Bioinovação Amazônia subverte a lógica histórica de uso da biodiversidade amazônica, que sempre enxergou a região apenas como fornecedora de matérias-primas. Por meio da chamada, estamos reunindo pessoas de diferentes partes do mundo para cocriar tecnologias com pesquisadores da Amazônia e, principalmente, de forma alinhada às demandas das comunidades parceiras. Afinal, o desenvolvimento sustentável da Amazônia passa, necessariamente, por um desenvolvimento tecnológico inclusivo e associado à floresta em pé”, afirma Simonetti.

A iniciativa tem o apoio do Bezos Earth Fund, Penn State, Cooperacre, Rede Terra do Meio do Xingu, Centro de Bionegócios da Amazônia, Instituto Socioambiental, Instituto de Pesquisas Tecnológicas, SBSA Advogados, Emerge Brasil e Natura.

Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu é jornalista e mestre em Comunicação. Especialista em jornalismo digital, com experiência em temas relacionados à economia, política e cultura. Atualmente, produz matérias sobre meio ambiente, ciência e desenvolvimento sustentável no portal Brasil Amazônia Agora.

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