Sol artificial chinês atinge novo recorde mundial de temperatura

Os chineses conquistaram mais uma façanha: eles bateram o recorde mundial ao manter o reator de fusão “Tokamak Supercondutor Avançado Experimental” (EAST, em tradução livre) a uma temperatura de 120 milhões de graus Celsius durante 101 segundos em um experimento com núcleos atômicos que foi batizado de “sol artificial”.

Para você ter uma ideia da imensidão da marca, o núcleo do sol atinge 15 milhões de graus Celsius. A experiência é um passo importantíssimo para colocar em operação um reator de fusão, tecnologia que promete oferecer energia limpa quase ilimitada, de forma confiável e sustentável.

O experimento foi realizado na última sexta-feira (dia 29) e anunciado pelo pesquisador do Instituto de Física Plasmática da Academia Chinesa de Ciências (ASIPP), Gong Xianzu.

De acordo com a agência estatal Global Times, o reator também foi capaz de sustentar uma temperatura ainda maior, de 160 milhões de graus Celsius, por 20 segundos.

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Esse avanço do reator é a superação de um grande desafio e pode impulsionar o desenvolvimento verde da China. Imagem: Vitaly Sosnovskiy/ Shutterstock

Segundo o diretor do Departamento de Física da Southern University of Science and Technology com sede em Shenzhen, na China, Li Miao, o avanço é um progresso significativo.

Função do reator 

O EAST tem uma operação diferente se comparada a um reator de fissão nuclear, que produz energia com a divisão dos núcleos atômicos, ao invés de fundi-los, em usinas nucleares. O recorde supera a própria marca atingida pelo EAST em 2018 quando conseguiu chegar a 100 milhões de graus Celsius. 

A marca coloca os chineses mais próximos de descobrir como produzir energia limpa ilimitada através da fusão nuclear, mesmo processo que ocorre no coração das estrelas. Apesar da complexidade das pesquisas, esse avanço do reator é a superação de um grande desafio e está sendo muito comemorado.

“É uma tecnologia do futuro que poderá impulsionar o desenvolvimento verde da China”, disse o diretor do Centro Chinês de Pesquisa em Economia de Energia da Universidade de Xiamen, Lin Boqiang. 

Em 2020, um sol artificial sul-coreano chegou a atingir 100 milhões de graus Celsius durante 20 segundos. 

Fonte: Olhar Digital

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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