Sem diversificação econômica, descarbonização global deve causar prejuízo trilionário nos petroestados

A dependência econômica de muitos países produtores de petróleo é um dos grandes obstáculos para o processo de descarbonização da economia global. À medida que a transição energética se acelera nos principais mercados, essas nações deverão passar por apertos econômicos, especialmente se não tomarem medidas o quanto antes para diversificar suas economias. Essa é a conclusão de uma análise publicada pela Carbon Tracker, que analisou a situação atual e a perspectiva dos 40 países mais dependentes economicamente da indústria do petróleo para os próximos 20 anos. Segundo o estudo, essas nações poderão sofrer um prejuízo conjunto de mais de US$ 9 trilhões decorrente da queda de receita do setor petroleiro até 2040.

Os países em situação mais vulnerável, de acordo com o levantamento, são Angola, Azerbaijão, Bahrein, Timor Leste, Guiné Equatorial, Omã e Sudão do Sul. Essas nações, majoritariamente pobres, podem perder pelo menos 40% das receitas totais do governo em comparação com sua renda média entre 2015 e 2019. Outro país que deve sofrer perdas consideráveis é a Nigéria, onde mais de 200 milhões de pessoas poderão enfrentar problemas graves como desemprego e cortes nos serviços públicos por causa do desaquecimento da indústria fóssil e da queda na arrecadação governamental. Em todo o mundo, os países produtores de petróleo correm o risco de perder coletivamente US$ 13 trilhões até 2040 em comparação com as expectativas da indústria, uma queda de 51%.

Bloomberg e Financial Times destacaram a análise da Carbon Tracker.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Amazonas: a hora de somar esforços

Unidade não exige pensamento uniforme. Exige apenas maturidade suficiente para reconhecer que certos desafios são maiores do que qualquer grupo, governo ou instituição.

Trump amplia ofensiva contra regras ambientais da Europa

EUA pressionam pela flexibilização das regras ambientais da União Europeia e alegam impactos sobre empresas e o comércio transatlântico.

Cientistas criam memória com DNA sintético que consome até 100 vezes menos energia

Memória com DNA sintético consome até 100 vezes menos energia e pode tornar sistemas de inteligência artificial mais eficientes.

Duas rodas, novos investimentos e a mobilidade que passa por Manaus

“A expansão das fabricantes no Polo Industrial mostra como...