Rotas do tráfico de drogas servem ao contrabando de madeira na Amazônia

O tráfico de drogas e o contrabando de madeira são atividades criminais intrinsecamente associadas na Amazônia brasileira, a ponto de compartilharem as mesmas rotas para fugirem da fiscalização. Essa é a conclusão apresentada por Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em live do jornal Valor nesta 5ª feira (17/6). Segundo ele, a região amazônica vem sendo disputada por facções do crime organizado e milícias, o que envolve não apenas o uso de violência armada, mas também a corrupção de servidores públicos e autoridades governamentais.

“O crime ambiental tem, sim, conexões com o crime organizado. Para se ter uma ideia, existem algumas pessoas que dizem que hoje o garimpo rende mais do que o quilo da droga, que o ouro vale mais que a cocaína”, disse Lima. O aumento dos preços internacionais do ouro atraiu esses grupos criminosos para o garimpo, aproveitando os caminhos da floresta e da corrupção já utilizados para se passar as drogas pela Amazônia.

Um exemplo disso está acontecendo na Terra Indígena Yanomami, que registrou diversos ataques de garimpeiros contra comunidades indígenas no último mês. Suspeita-se que os garimpeiros responsáveis pelas agressões atuem em nome de uma facção criminosa que controla os presídios de Roraima.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

“O dinheiro de Trump contra o STF e os interesses de Bolsonaro”

"O financiamento revelado pelo Guardian se soma às tarifas,...

Emprego recorde sustenta o Amazonas, mas confiança industrial recua 

Comércio e serviços reagem, importações permanecem elevadas e arrecadação federal chega a R$ 17,2 bilhões até julho. A queda da confiança empresarial em setembro acrescenta cautela à recuperação e direciona a atenção para o consumo das famílias.

Derretendo: Gelo marinho da Antártica tem a terceira menor extensão já registrada por satélites

Gelo marinho da Antártica registra o terceiro menor máximo de inverno, com extensão cerca de 1 milhão de km² abaixo da média histórica.

Lanternas ultravioleta revelam duas novas espécies de escorpiões na Amazônia

Duas novas espécies de escorpiões são descobertas em Roraima, com corpo fluorescente e veneno em estudo na Unesp.