Descoberto em 2010, o Rio Hamza constitui uma vasta rede de água subterrânea e revela a interconexão entre rios visíveis e subterrâneos na garantia do equilíbrio ecológico da Amazônia
Embora batizado de “rio”, o Hamza não é um rio. Na verdade, trata-se de um imenso aquífero. Um aquífero funciona como um reservatório natural de água abaixo da superfície. A formação geológica subterrânea do aquífero, composta por sedimentos porosos e permeáveis, é capaz de armazenar e transmitir grandes volumes de água.
O nome do aquífero é uma homenagem ao geofísico e hidrogeólogo indiano Valiya Mannathal Hamza, que junto à pesquisadora brasileira Elizabeth Pimentel, descobriu o rio invisível em 2010.
Com uma extensão colossal, de cerca de 6 mil quilômetros, similar à do rio Amazonas, o Hamza se destaca por seu fluxo extremamente lento, movendo-se 40 vezes mais devagar do que o Amazonas.

Essa descoberta destaca a importância de entender a Amazônia como um ecossistema complexo. Sistemas subterrâneos como o Hamza são fundamentais, influenciando a recarga dos rios visíveis, o controle da temperatura do solo e a sustentação de ecossistemas.
A presença do rio Hamza sugere que impactos na superfície da Amazônia decorrentes de desmatamento, queimadas e urbanização, podem afetar não apenas os ecossistemas visíveis, mas também os invisíveis, que são essenciais no equilíbrio ecológico local e global.

