Relatório indica que carbono precisará ser retirado da atmosfera para viabilizar metas climáticas

Apenas a redução das emissões de carbono não basta para viabilizar o limite de 1,5°C de aquecimento global neste século. Esta é a conclusão de um novo estudo divulgado na semana passada pela Energy Transitions Commission, grupo que reúne especialistas e representantes de governos, empresas e organizações da sociedade civil. Por essa razão, de acordo com a análise, o mundo precisa acelerar a redução de suas emissões de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, avançar no desenvolvimento de tecnologias para capturar e armazenar o carbono (CCS, na sigla em inglês) que já está na atmosfera terrestre.

A equação é desafiadora. Por ora, essas tecnologias de CCS ainda são custosas e pouco eficientes. Além disso, existe um temor justificado de que a priorização desse tipo de tecnologia esvazie os esforços de mitigação, sob a ilusão de que o CCS seria um “aspirador” de carbono para garantir a manutenção do modelo atual de desenvolvimento baseado em carbono. Uma alternativa mais barata e segura é o cultivo de árvores, que fazem a captura natural do carbono via fotossíntese.

Além de captura e armazenamento de carbono, os países também precisarão implementar padrões mais rígidos e eficientes na gestão de seus mercados de carbono, já que eles serão instrumentos críticos para viabilizar os compromissos internacionais sob o Acordo de Paris. De acordo com a análise, os países precisarão gastar mais de US$ 200 bilhões anuais em financiamento para remover o carbono de modo a viabilizar a meta de 1,5°C de aquecimento global nas próximas três décadas, o que equivale a cerca de 0,25% do PIB global.

Fonte: Clima Info

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

II Seminário Floresta Viva Amazonas apresenta resultados e discute restauração da vegetação nativa

II Seminário Floresta Viva, organizado pelo Idesam e parceiros, fortalece debate sobre restauração da vegetação nativa no Amazonas.

Isótopos revelam mudanças nas chuvas na Amazônia durante secas 

Estudo analisa isótopos das chuvas na Amazônia e identifica sinais antecipados de secas prolongadas em Manaus.

Rede de restauração do Cerrado é premiada pela ONU

Projeto de restauração do Cerrado recebe prêmio da ONU. Rede Araticum reúne 180 organizações e quer recuperar 2 milhões de hectares.

El Niño eleva risco de incêndios na Amazônia em 2027, alerta estudo

El Niño pode elevar o risco de incêndios na Amazônia em 2027, alerta estudo que analisou oito episódios do fenômeno desde 2002.