Rede de pesca vira negócio de impacto: empreendedora fatura R$ 35 mil por mês com material descartado no oceano

Atualmente, o empreendimento de produtos feitos com rede de pesca já conta com o trabalho de 22 pessoas, incluindo costureiros, gerando emprego e renda para a comunidade local

Redes de pesca depositadas no fundo do oceano ganharam um novo papel na economia – e na natureza – de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A empreendedora Bia Mattiuzzo, oceanógrafa e moradora de Ilha Grande, em Angra, criou a Marulho, sua própria empresa, ao observar o impacto ambiental que essas redes provocavam quando descartadas indevidamente.

Alguns produtos feitos a partir de rede de pesca vendidos pela Marulho.
Alguns produtos feitos a partir de rede de pesca vendidos pela Marulho | Foto: Reprodução/Instagram @marulhoeco

Dada a dificuldade local na gestão desses resíduos, ela passou a recolhê-los por conta própria e, em parceria com um pescador aposentado, começou a transformar as redes em sacolas reutilizáveis para vender aos turistas. A ideia cresceu e se transformou em um negócio de impacto ambiental, que atualmente fatura cerca de R$ 35 mil por mês, oferecendo produtos como bolsas e pochetes feitas a partir de redes de pesca recicladas.

Os primeiros saquinhos comercializados eram feitos pelo próprio pescador com quem a empreendedora fez parceria, Honorato Gonçalves de Castro, conhecido como “Seu Filhinho”. “No começo, eu subsidiava muito. Pagava R$ 5 e vendia por R$ 6”, conta ela em entrevista ao portal Pequenas Empresas, Grandes Negócios. O valor arrecadado era reinvestido no negócio.

Rede de pesca vira negócio de impacto: empreendedora fatura R$ 35 mil por mês com material descartado no oceano

Atualmente, o empreendimento já conta com o trabalho de 22 pessoas, incluindo costureiros, gerando emprego e renda para a comunidade local. As peças produzidas são armazenadas em uma antiga fábrica de sardinha desativada e comercializadas principalmente pelas redes sociais e pelo e-commerce da marca.

Com o crescimento da iniciativa, mais moradores da comunidade têm se envolvido na gestão, ampliando o impacto social e ambiental da empresa.

Isadora Noronha Pereira
Isadora Noronha Pereira
Jornalista e estudante de Publicidade com experiência em revista impressa e portais digitais. Atualmente, escreve notícias sobre temas diversos ligados ao meio ambiente, sustentabilidade e desenvolvimento sustentável no Brasil Amazônia Agora.

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