Queimadas na Amazônia: fumaça encobre céu desde Altamira até Manaus

O fim de semana foi marcado por uma forte nuvem de poeira que cobriu o sul do Amazonas e o sudoeste do Pará. A fuligem é resultado das queimadas que estão se intensificando na porção sul da Amazônia nas últimas semanas, favorecidas pelo tempo seco e pelo avanço do desmatamento nesta região. De 1º de agosto até o último domingo (21/8), o INPE detectou mais de 16 mil focos de incêndio na Amazônia brasileira, com Pará (7.495) e Amazonas (3.974) liderando a lista dos estados com maior quantidade de focos.

Alcançe das queimadas

Na última 6ª feira (19/8), a nuvem negra chegou a Manaus, distante cerca de 860 km de distância dos principais focos de queimadas. A Amazônia Real conversou com Alberto Setzer, coordenador de monitoramento de queimadas do INPE, que explicou que a pluma de fumaça que cobriu a capital amazonense vem dos municípios paraenses de Altamira, Novo Progresso, Jacareacanga, Itaituba, São Félix do Xingu e Trairão, além dos municípios de Apuí, Novo Aripuanã e Manicoré, no sul do AM.

Queimadas
Queimada na região do rio Xingu, em Altamira, na noite de sábado, 20 de agosto de 2022 (Foto de Jonathan Watts/Sumaúma)

Já A Crítica destacou a análise do meteorologista Willy Hagi, que assinalou como a fuligem chegou a áreas tão distantes dos incêndios. “A passagem de um sistema meteorológico frontal pelo sul de Amazonas, Acre e Rondônia nos últimos dias acabou ajudando a trazer um pouco da poluição dessas regiões para cá [Manaus]. Justamente por isso, é esperado que essa condição de qualidade do ar deteriorada na capital continue nos próximos dias”.

No norte do Mato Grosso, os incêndios também estão causando problemas. De acordo com o g1, o fogo chegou a atingir uma área residencial em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá. Mais distante, em Cláudia (608 km da capital), houve registro de queimadas em áreas de reserva permanente.

Texto publicado originalmente em CLIMA INFO

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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