Proteção ambiental cresce como oportunidades de investimento para empresas

Nesta semana, durante a COP15 da biodiversidade, um grupo de investidores institucionais anunciou a formação de uma nova aliança internacional para promover o engajamento do setor privado nos esforços para a proteção ambiental

Batizada de Nature Action 100, a iniciativa pretende selecionar 100 empresas cujos negócios sobrecarregam a natureza; a partir disso, essas organizações receberão orientação e apoio para mensurar seu impacto e diminuí-lo.

O projeto será encabeçado pela CERES e o Grupo de Investidores Institucionais sobre Mudanças Climáticas (IIGCC), com apoio técnico consultivo da Finance for Biodiversity Foundation e Planet Tracker. Entre os investidores institucionais que participam da aliança, estão a BNP Paribas Asset Management e a Storebrand Asset Management.

Garantir proteção ambiental

Proteção ambiental
Foto reprodução

Os investidores se concentrarão em empresas de setores-chave com os maiores impactos e dependências da natureza para garantir que estejam tomando as ações oportunas e necessárias para proteger e restaurar a natureza e os ecossistemas.

“A natureza tem um papel extremamente importante a desempenhar nos esforços globais para limitar os efeitos da mudança do clima”, destacouStephanie Pfeifer, CEO do IIGCC. “Proteger o mundo natural pode ter um impacto poderoso na mitigação do clima, além de apoiar uma mudança social positiva”.

Bloomberg, Business Green e Reuters repercutiram a notícia.

Em tempo: O braço de gestão de ativos do HSBC e a consultoria de mudança climática Pollination Group confirmaram nesta semana que a Climate Asset Management, uma iniciativa joint-venture de capital natural, conseguiu levantar US$ 650 milhões para projetos que protegem o meio ambiente. O capital foi levantado junto a investidores institucionais e corporativos e é uma das maiores quantias já arrecadadas para o mercado de capital natural. Esses recursos serão investidos através de dois projetos nas áreas de agricultura regenerativa e silvicultura e compensação verificada de carbono. Bloomberg e Reuters deram mais detalhes.

Texto publicado originalmente em CLIMA INFO

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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