Processo de aprendizagem vai além do cognitivo

Para o professor Luciano Nakabashi, as crianças também precisam aprender a ter autonomia, habilidades sociais e resiliência, tanto na escola como no ambiente familiar

Na coluna Reflexão Econômica desta semana, o professor Luciano Nakabashi fala sobre os elementos importantes para o processo de crescimento e de desenvolvimento econômico. “Quando pensamos nos fundamentos do processo de desenvolvimento econômico, pensamos em duas coisas, as regras e leis que vão permear as decisões das pessoas, ou seja, se temos uma sociedade com leis voltadas para o auxílio do investimento, com bom ambiente de negócios e respeito às leis e contratos.” Mas, por outro lado, diz o professor, também devemos pensar no indivíduo, “pois em última instância as empresas são formadas por pessoas físicas e jurídicas e elas estão inseridas dentro de um contexto econômico e social onde esse contexto tem influência sobre as suas decisões”.

Para Nakabashi, toda a formação das pessoas, o seu processo de desenvolvimento, acaba sendo fundamental. “Aí entra a questão do que estamos fazendo como País e sociedade em relação à formação das pessoas, tanto em termos do ambiente familiar quanto sobre o que é aprendido na escola, e quais os valores que estão sendo priorizados na sociedade.”

Em relação à formação do indivíduo, diz Nakabashi, existe o tripé: família, escola, sociedade. “Na questão escolar, o currículo é voltado a ensinar determinadas disciplinas, numa origem histórica, desde antes do século 20, que vem com uma história da humanidade, onde certos temas são ensinados e enfatizados dentro da escola, como, por exemplo, o ensino de matemática, história, geografia, português, ciências, língua estrangeira, enfim, todo o processo de aprendizagem cognitiva das crianças.”

Mas o professor lembra que a ciência e a sociedade em geral têm avançado e se tornam cada vez mais importante em questões básicas que afetam todo o processo de desenvolvimento do potencial das pessoas. “A primeira questão é como a sociedade está ensinando as crianças a terem autonomia e como o governo tem ajudado nesse sentido e, ainda, a terem  habilidades sociais, ou seja, terem inteligência emocional para um relacionamento social saudável e, com isso, aumentar a resiliência.”

Para finalizar, Nakabashi enfatiza que é preciso estimular cada vez mais esses aprendizados, tanto na escola como no ambiente familiar, através de políticas públicas para aproveitar o potencial das crianças. “Se continuarmos no modelo tradicional, onde o foco é o ensino cognitivo, a gente vai ficar cada vez mais atrás como país.”

Fonte: Jornal da USP

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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