Primeira telha solar do Brasil começa a ser produzida

Em agosto de 2019, a Eternit apresentou na Intersolar South América sua telha solar fotovoltaica. A novidade, inédita no país, acaba de obter certificado do Inmetro para ser produzida. O modelo já tinha aprovação do Instituto e agora, com o documento, a primeira telha de concreto capaz de gerar energia – desenvolvida no Brasil – pode ser comercializada.

Quem instalar as telhas em sua residência poderá captar a luz solar para a produção de energia elétrica – sem a necessidade de painéis adicionais. Este tipo de tecnologia ficou mundialmente conhecida a partir das telhas solares da Tesla.

Tecnologia brasileira

Com células fotovoltaicas acopladas, cada telha produz 9,16 watts e tem dimensão de 36,5 por 47,5 mm. Isso garante uma capacidade de produção média mensal de 1,15 Kilowatts hora por mês (kwh/mês).

As telhas já estão sendo produzidas, sob demanda, na fábrica Tégula Solar, em Atibaia, interior de São Paulo, para projetos-pilotos. Um dos testes é realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“Somos a única companhia brasileira a produzir localmente um produto revolucionário que irá ajudar a diminuir o consumo de energia tradicional de forma ecológica, ao mesmo tempo em que promove eficiência no uso”, afirma Luís Augusto Barbosa, presidente do Grupo Eternit.

Vantagens

Além de gerar a própria energia “limpa” em casa, renovável e livre da dependência de concessionárias energéticas, a Eternit promete vantagens financeiras – apesar de não revelar custos.

“A estimativa é que essa tecnologia seja vantajosa para o consumidor ao permitir entre 10% e 20% de economia no valor total da compra e da instalação das telhas fotovoltaicas, em relação aos painéis solares montados em cima de telhados comuns”, afirma a companhia em comunicado. A Eternit ainda calcula que o retorno de investimento seja de de 3 a 5 anos. 

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Mas quantas telhas serão necessárias para suprir a demanda energética de um lar? A resposta depende de alguns fatores, como localização do imóvel, inclinação e orientação com relação ao sol. 

Segundo a companhia, uma residência pequena pode ter em torno de 100 a 150 telhas fotovoltaicas, enquanto casas de médio e alto padrão podem precisar de 300 a 600 unidades ou até mais. De todo o modo, não é preciso cobrir todo o telhado com telhas solares, é possível combiná-las com telhas comuns. 

Revelada ao público há pouco mais de um ano, a venda comercial, em todo o país, está prevista para o primeiro semestre de 2021.

Fonte: CicloVivo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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