Polícia Civil do Maranhão prende um dos homens que matou onça preta e se gabou nas redes sociais

Corpo do animal abatido foi filmado por três homens, que comemoraram o feito. O homem preso também será multado pelo Ibama.

Um dos caçadores filmados comemorando a morte de uma onça-preta (Panthera onca melânica) esta semana foi localizado e preso pela Polícia Civil do Maranhão na tarde de ontem (20). O vídeo, de 26 segundos, viralizou nas redes sociais, o que permitiu a localização dos caçadores. 

Na imagem, é possível ver dois homens, fora quem está filmando. O principal caçador segura o animal sem vida e se gaba do feito. Um outro se coloca do lado da onça morta, para ser registrado com o bicho. Segundo informações do Ibama à Polícia Civil do Maranhão, o espécime era uma fêmea.

As imagens foram feitas dentro da Terra Indígena Arariboia, em Arame (MA), a 476 km da capital São Luis, onde o animal foi abatido com tiros de espingarda. A Polícia Civil não informou o nome completo do homem que foi preso, mas, segundo apurou ((o))eco, ele é casado com uma indígena da TI Arariboia.

Com ele, foram encontrados o couro da onça abatida, duas espingardas, oito munições calibre 20mm intactas e quatro deflagradas, além de pólvora e outros materiais utilizados na caça de animais silvestres. As informações são da Polícia Civil.

O preso foi levado à sede da Delegacia de Polícia Civil de Arame e, em seguida, transferido para uma unidade prisional da região. A polícia tenta agora localizar os demais envolvidos no crime.

A onça- negra é uma onça-pintada com uma alteração genética que produz excesso de melanismo: daí vem a cor preta do pelo. O animal é vulnerável à extinção, de acordo com o livro vermelho de espécies ameaçadas, justamente pela caça e pela perda de habitat.  

A caça de animais silvestres sem permissão ou licença da autoridade competente tem pena prevista pela Lei 9.605/98 de seis meses a um ano de reclusão e multa.

O Ibama aguarda agora a confirmação, por parte da Polícia Civil, dos dados pessoais do homem preso, para aplicação da multa.

Fonte: O Eco

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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