Pioneirismo ecológico: CoffeeB e Embrapa desenvolvem embalagens comestíveis

“A iniciativa de uma empresa suíça, CoffeeB, e da Embrapa Instrumentação de São Carlos, no desenvolvimento de embalagens sustentáveis, ressoa com a crescente necessidade global de reduzir o impacto ambiental do plástico. Esta tendência é ampliada pela inovação da Snact, uma startup londrina que, em parceria com a israelense Tipa, desenvolveu embalagens compostáveis para seus produtos à base de frutas”.

Por Alfredo Lopes
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Segundo a Fundação Ellen MacArthur, anualmente, pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos, com projeções alarmantes de que até 2050 haverá mais plástico do que peixes no oceano se a tendência atual continuar. Essa realidade destaca a urgência em encontrar alternativas sustentáveis para o uso diário de plástico

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Foto divulgação

CoffeeB, sob a égide do grupo Migros, introduziu a “cápsula de café sem cápsula”, usando algas marinhas para criar uma embalagem comestível e biodegradável. Paralelamente, a Embrapa Instrumentação desenvolve embalagens biodegradáveis e comestíveis, abordagens que mitigam significativamente o impacto ambiental das cápsulas de café descartáveis

Complementando esses esforços, a Snact, uma startup de Londres, encontrou uma solução inovadora para seus lanchinhos à base de frutas, anteriormente embalados em plástico. Em colaboração com a empresa israelense Tipa, a Snact desenvolveu uma embalagem compostável que se decompõe em apenas seis meses, transformando-se em composto para jardim

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Produção de café sem capsula – Foto divulgação

Ilana Taub, fundadora da Snact, enfatizou a necessidade de reduzir os danos ambientais causados por embalagens descartáveis. Sua parceria com a Tipa reflete um movimento crescente entre empresas e consumidores que buscam alternativas sustentáveis.

Estas inovações, desde as embalagens de algas marinhas da CoffeeB até as soluções compostáveis da Snact, são exemplos vitais de como as empresas podem contribuir para um futuro mais sustentável. Elas apontam para um caminho onde a funcionalidade prática e a responsabilidade ambiental podem coexistir, influenciando positivamente a indústria global de alimentos e bebidas

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Emabalagem de alga marinha – Foto (Wenwen Fan/Designboom)

Pesquisadores explicam o papel dos filmes e revestimentos comestíveis na proteção de alimentos

As duas instituições fizeram recentemente revisão de iniciativas com a proposta de apresentar os possíveis papéis dos filmes e revestimentos comestíveis em alimentos, bem como os avanços e desafios no uso destas soluções. O conteúdo didático ainda facilita a compreensão sobre a função desempenhada por cada um deles. Os filmes e revestimentos comestíveis podem servir como embalagem primária, manutenção de níveis de atividade de água entre os componentes dos alimentos, controle da transferência de massa em alimentos processados, veiculação de componentes ativos ou servindo como fontes de apelo sensorial

Leia também:

https://brasilamazoniaagora.com.br/2023/guarana-da-amazonia/

Esforços compartilhados

Há um movimento entre empresas como CoffeeB, Embrapa Instrumentação e Snact com parceiros inovadores como a Tipa que demonstra um esforço coletivo para enfrentar o desafio do plástico. Estas iniciativas não são apenas passos na direção certa para um futuro mais verde, mas também servem como modelos inspiradores para outras indústrias seguirem, destacando o potencial de soluções criativas e sustentáveis na redução do impacto ambiental global

Alfredo Lopes
Alfredo Lopes
Alfredo é filósofo, escritor e editor-geral do portal Brasil Amazônia Agora

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