“O Polo Industrial de Manaus precisa de segurança para gerar esperança” – entrevista com João Batista Coelho Mezari

O que antes era temor e insegurança, hoje é resultado concreto: há nove meses sem assaltos às rotas de transporte no Polo Industrial de Manaus. A violência que preocupava empresas e trabalhadores deu lugar a um ambiente mais protegido e estável, graças à mobilização coordenada entre o setor produtivo e o poder público.

A implantação do sistema Recupera Celular, da Polícia Militar do Amazonas, somada ao engajamento das entidades de classe e das empresas, mudou o cenário. João Batista Coelho Mezari, diretor da FIEAM, conselheiro do CIEAM e gestor da Honda, destaca nesta entrevista os pilares dessa transformação e reforça a importância de seguir cultivando a corresponsabilidade na proteção da vida.

Como o senhor avalia a situação atual da segurança no Polo Industrial de Manaus, após um período crítico?

João Batista Coelho Mezari – Hoje, felizmente, vivemos um outro momento. Já são nove meses sem registro de assaltos às rotas de transporte no Polo. Esse dado fala por si. É fruto direto de um esforço articulado e da adoção de estratégias eficientes, em especial o sistema Recupera Celular, implementado pela Polícia Militar. A atuação da PM foi decisiva e merece nosso reconhecimento. Nove meses sem assaltos às rotas. O dado fala por si.

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O que foi determinante para esse resultado positivo?

Mezari – A união de esforços. Nenhum setor resolveria esse problema sozinho. O que vimos foi uma ação integrada entre as empresas, as entidades representativas da indústria — como CIEAM e FIEAM — e as autoridades públicas. Todos entenderam a gravidade da situação e responderam com prontidão, diálogo e compromisso. Isso é o que se espera de um ecossistema maduro.

Como foi a participação da empresa Honda nesse processo?

Mezari – A Honda, como as demais empresas do Polo, contribuiu de forma institucional, técnica e solidária, dentro dos canais apropriados e sempre em sintonia com as entidades de classe. Ninguém se colocou acima do coletivo. Seguimos à risca o que é próprio da boa governança corporativa: agir com responsabilidade, preservar vidas e apoiar medidas que beneficiem a todos.

O papel das entidades industriais foi essencial?

Mezari – Sem dúvida. O CIEAM e a FIEAM atuaram como pontes estratégicas entre os empresários, os gestores públicos e as forças de segurança. Essas instituições existem justamente para isso: representar, articular, dar voz ao setor produtivo em momentos-chave. E cumpriram seu papel com agilidade e serenidade.

A implantação do sistema Recupera Celular, da Polícia Militar do Amazonas, somada ao engajamento das entidades de classe e das empresas, mudou o cenário. João Batista Mezari, diretor da FIEAM, conselheiro do CIEAM e gestor da Honda, destaca nesta entrevista os pilares dessa transformação e reforça a importância de seguir cultivando a corresponsabilidade na proteção da vida.
Foto divulgação – Manaus Hoteis
O programa Recupera Celular é citado como peça-chave. O que o senhor destacaria nele?

Mezari – Ele é um exemplo de como inteligência, tecnologia e presença podem andar juntas. O programa ajudou a desarticular ações criminosas com base em rastreabilidade e resposta rápida. Isso trouxe um impacto direto na redução dos crimes. Nosso reconhecimento à Polícia Militar e à equipe que lidera essa estratégia.

E quanto aos trabalhadores, o que essa mudança significa para eles?

Mezari – Significa dignidade. Segurança é o primeiro passo para que qualquer outro direito possa ser usufruído. Quando o trabalhador sai de casa sabendo que vai voltar em paz, isso transforma tudo — o ambiente de trabalho, a produtividade, o clima social. E não há política pública mais justa do que garantir o retorno seguro de quem trabalha.

Qual sua mensagem final neste cenário de retomada da confiança?

Mezari – A mensagem é de gratidão. Ao Governo do Estado, à Polícia Militar e a todos que contribuíram de alguma forma. Gratidão à SSP, na pessoa do Secretário Vinícius Almeida, sempre incansável na busca de soluções operacionais e tecnológicas para dar maior segurança aos milhares de colaboradores dos Distritos Industriais do PIM; à Polícia Civil, na figura do delegado Dr. Bruno Hitotuzi, titular do NIRC — Núcleo de Investigação e Recuperação de Celulares.

E ainda às lideranças industriais e às equipes que fizeram funcionar um pacto institucional com efeitos concretos, exigindo, com certeza, vigilância e continuidade. O Polo é símbolo de oportunidade, e segurança é a base para que essa oportunidade continue viva e acessível a todos.

Quero aproveitar para agradecer o Orlando Auzier, da Whirpool, Diretor Adjunto de Segurança Pública da FIEAM, por sua articulação entre setores públicos e privados, esta junção de várias “mãos” com foco na segurança permitiu congregar todas as “forças” em prol dos colaboradores do PIM.

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal Brasil Amazônia Agora

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