Pássaro que inspirou o ‘Pica-Pau’ pode ser declarado extinto

O pica-pau-bico-de-marfim, espécie que inspirou Walter Lantz a criar o personagem Woody Woodpecker, que nós conhecemos como Pica-Pau, pode ser declarado extinto. O anúncio foi feito por autoridades de vida selvagem dos Estados Unidos na última quarta-feira (29).

Junto com esta espécie de pica-pau, estão outras 22 espécies, que vão desde pássaros a outros animais selvagens, passando por mexilhões e peixes. Em nota, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA lamentou o ocorrido e o atraso da promulgação de leis de proteção ambiental.

“Para as espécies propostas para exclusão hoje, as proteções da Lei das Espécies Ameaçadas chegaram tarde demais, com a maioria extinta, funcionalmente extinta ou em declínio acentuado no momento da listagem”, declarou o órgão.

Outras 22 espécies

Entre os pássaros que devem entrar na lista de animais extintos, estão o pássaro toutinegra de Bachman, duas espécies de peixes de água doce, oito espécies de mexilhões-de-água-doce do sudeste estadunidense e 11 do Havaí e das ilhas do Pacífico.

Segundo os especialistas, a principal causa para a extinção dessas espécies está na ação humana. No caso específico do pica-pau, seu habitat natural, os pântanos de estados do sul do Estados Unidos, foi fortemente alterado, principalmente para extração de madeira e processo de urbanização.

Pássaro raro

Pica-pau-bico-de-marfim
Pica-pau-bico-de-marfim não é visto oficialmente na natureza desde a década de 1940.
Crédito: Wikimedia Commons

A ave nunca foi exatamente comum e, por conta do personagem icônico criado por Walter Lantz, os pássaros eram frequentemente baleados e empalhados por caçadores e colecionadores. Segundo a cientista do Centro de Diversidade Biológica Tierra Curry, isso contribuiu bastante para a extinção.

A última vez que um pica-pau-bico-de-marfim foi visto oficialmente na natureza foi em meados da década de 1940, cerca de 80 anos atrás. Porém, existem relatos de avistamentos no inícios dos anos 2000, mas que não foram confirmados por especialistas.

Há esperança?

Porém, apesar da entrada da ave na lista ser praticamente uma pedra cantada, não se trata de uma unanimidade. Para o diretor emérito do Laboratório de Ornitologia da Universidade Cornell, John Fitzpatrick, ainda é prematuro incluir esta espécie na lista de animais extintos.

Fonte: Olhar Digital

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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