Os novos professores eméritos da USP

”Parabéns Colli. Não tive o prazer de ser seu aluno, mas estudei Bioquímica no seu livro. Parabéns Erney. Quando esteve na presidência do CNPq, sua sensibilidade com a Ciência nacional e com a Amazônia foram excepcionais. Obrigado a vocês”
Adalberto Luís Val – Pesquisador do INPA

Em agosto, o bioquímico Walter Colli e o parasitologista Erney Plessmann de Camargo tornaram-se os mais recentes professores eméritos da Universidade de São Paulo (USP). A concessão da honraria foi aprovada pelo Conselho Universitário, em 9 de março deste ano, quando também foi agraciado postumamente com o título o escritor e ensaísta Antonio Candido de Mello e Souza, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

O titulo só foi concedido a 20 pessoas nos 87 anos de existência da universidade. Colli formou-se em medicina na USP em 1962 e, ainda na graduação, foi monitor no laboratório coordenado pelo também médico e bioquímico Isaias Raw. Colli atribui a carreira bem-sucedida à existência de boas escolas públicas que frequentou do ensino fundamental ao superior. “Sinto que, comigo, o Estado cumpriu o seu papel. Isso deveria ter valido e continuar valendo para todos”, afirmou na cerimônia de outorga do título em 10 de agosto.

Especialista no estudo da interação entre o parasita Trypanosoma cruzi (causador da doença de Chagas) e a célula hospedeira, Colli calcula ter ensinado cerca de 6 mil alunos em 50 anos de magistério. Ele foi diretor do Instituto de Química da USP (IQ-USP) em dois períodos. Também esteve à frente do Instituto Butantan, da Associação Brasileira da Tecnologia de Luz Síncrotron, atual Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), e do Instituto de Relações Internacionais da USP.

Presidiu a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e a Academia de Ciências do Estado de São Paulo, além de ter integrado o Conselho Superior da FAPESP e a Coordenação Adjunta da Diretoria Científica da Fundação. Formado em medicina em 1959, Camargo doutorou-se pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, e realizou estágio de pós-doutorado no Instituto Pasteur, em Paris. Há 15 anos, ele investiga a diversidade, a classificação e a evolução dos tripanosomatídeos, a família de protozoários a que pertence o T. cruzi. Como Colli, dirigiu o Instituto Butantan e presidiu a CTNBio, além do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Foi professor titular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da USP, onde segue como colaborador sênior. Presidiu a Fundação Zerbini, do Instituto do Coração (InCor) da USP, e é membro do Conselho Superior da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Nos meus 45 anos de USP, a universidade me educou e me apresentou a intelligentsia brasileira e internacional”, afirmou na cerimônia de titulação, em 17 de agosto. “Aqui conheci e interagi com intelectuais notáveis. Mas, muito mais do que ter me dado amigos, por muitos anos, a USP me pagou para fazer exatamente o que gostava de fazer e o que faço até hoje como pesquisador e professor sênior”.

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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