Orçamento da Convenção sobre Diversidade Biológica para 2021 é aprovado

Está aprovado o novo orçamento para Convenção de Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas em 2021. O anúncio foi feito na sexta-feira (27) e pôs fim à polêmica sobre a objeção feita pela comitiva brasileira às negociações, conforme a própria presidente da Convenção, Yasmine Fouad, expôs em nota na semana anterior (19). Com isso, fica garantida a continuidade dos trabalhos da CDB nos preparativos para Conferência das Partes, que será realizada em 2021, sobre biossegurança (Protocolo de Cartagena) e a regulamentação ao acesso a recursos genéticos e a repartição de benefícios do uso de forma justa e equitativa (Protocolo de Nagoya). O Brasil é um dos 196 países signatários da Convenção.

“Gostaria de expressar meus mais profundos agradecimentos a todos os representantes por sua compreensão e contribuição e cooperação”, escreveu Fouad no comunicado oficial divulgado pela CDB.

O acordo para aprovação do orçamento provisório para o Secretariado da CDB foi feito através de reuniões extraordinárias realizadas online. O formato virtual das negociações — e não o orçamento em si — foi o que rendeu a objeção brasileira, conforme esclareceu ao ((o))eco a assessoria do Ministério das Relações Exteriores (leia na íntegra).

Fonte: O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.

Terra Indígena Apyterewa: desmatamento caiu de 102 km² para 7,5 km² após a retirada de invasores

Terra Indígena Apyterewa reduz o desmatamento após desintrusão, mas ameaças e risco de novas invasões ainda preocupam o povo Parakanã.

Mais de 90% das espécies de fungos nunca foram descritas; entenda por que isso importa

Brasil reconhece 24 fungos ameaçados de extinção e amplia a proteção diante da perda de habitats.