NOTA DE DESAGRAVO – Contra a civilização misógina

Na última terça-feira (22), em sessão do Tribunal de Contas do Amazonas, a conselheira Yara Lins se pronunciou sobre o tratamento considerado desrespeitoso pelo presidente do Tribunal. O Brasil Amazônia Agora, através de carta redigida por Alfredo Lopes, editor-geral do portal, se posiciona frente ao ocorrido

Leia a nota:


A conselheira Yara Lins, do TCE-AM (Tribunal de Contas do Amazonas), usou tempo na sessão desta terça-feira (22) do tribunal pleno para reclamar de tratamento descortês e agressivo e cobrar respeito ao conselheiro presidente Érico Desterro. A sessão ordinária foi transmitida pelo YouTube.

Transmitida por rede social, a sessão ordinária do Tribunal de Contas do Amazonas TCE-AM, neste 22 de Novembro de 2022, levou à rede mundial da comunicação digital como ainda temos tratado nossas Amazonas, as mulheres que dão nome a esta terra e região.

Ou seja, tratamos nossas guerreiras num padrão que as relações humanas já não podem mais acolher. O brado de Yara Lins ficará registrado na mata e no mundo para memória desta civilização misógina. E não apenas porque se trata do desabafo de uma conselheira daquela Corte de Contas, descrevendo tratamento desairoso do gestor do TCE-AM.

Mas também, e principalmente, porque a conduta grosseira e desrespeitosa se dirigiu a uma Mulher em caixa alta. Uma mãe de família, honrada e digna da mais elevada respeitabilidade, Dona Yara Lins, a quem devotamos estima – pessoal e familiar – desde nossa convivência dominical na Igreja Batista de Constantinopla nos longínquos anos 70. Seu espírito público está a serviço da cidadania há muito mais dos 40 anos dedicados ao Tribunal.

Quem não se curva respeitosamente à dignidade feminina não tem noção do sagrado e muito menos da sacralidade inerente ao interesse público. Por uma simples razão: nada seríamos sem o milagre da criação, da geração e transmissão da vida que as mulheres simbolizam. E é incongruente destratar a figura da mulher e se dizer comprometido com o bem-estar da coletividade.

Quem a conduz são sobretudo elas. Vamos desembarcar no caos e adotar a barbárie como paradigma de conduta se insistimos na opressão e na agressão com a Mulher!

Não se deixe intimidar, Conselheira, como nunca se deixou, muito menos se cale diante da violência inaceitável contra as mulheres e contra os valores que sustentam as instituições públicas muitas delas corroídas pelos ilícitos transformados em código de condutas! Sua luta, Yara, mãe das águas e da bondade indiscriminada, há de inspirar sempre a luta pela fraternidade universal que deu lugar à intimidação em prejuízo do trato respeitoso e colaborativo que haveremos de resgatar!


Assista ao vídeo da sessão do tribunal em:

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal Brasil Amazônia Agora

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