Mourão revela que prorrogaria auxílio emergencial em 2021 NESTAS condições

Hamilton Mourão, vice-presidente da República, afirmou que o governo prorrogaria o auxílio emergencial se tivesse verba para isso. O vice-presidente apoiou Paulo Guedes, ministro da Economia, que negou que o programa irá ser prorrogado depois de dezembro de 2020.

“Aquela história, né? Mais uma vez, temos dinheiro para pagar? Se tivesse dinheiro para pagar, a gente prorroga, melhora, faz qualquer coisa. Mas, se não tem dinheiro para pagar…e o ministro Guedes é o dono do cofre e o cara que sabe a situação que nós vivemos”, afirmou Mourão.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, também se manifestou sobre o assunto. Em sua conta no Twitter, ele compartilhou matéria sobre Guedes negar a prorrogação para além de dezembro e concordou. “A posição da presidência da Câmara é a mesma”, escreveu.

Maia apoia Guedes após “jantar da paz”, que aconteceu na última segunda-feira (05). A pacificação dos dois aconteceu após o jantar articulado por ministros que tentam aproximá-los. A aproximação é visada para que não haja travas nas pautas que o governo tem interesse em passar no Parlamento.

Inicialmente, o auxílio emergencial pagaria três parcelas de R$ 600. Ele foi prorrogado para mais duas parcelas de R$ 600. E mais recentemente teve nova prorrogação, agora para mais parcelas de R$ 300, que terminam o pagamento em dezembro. Nesta última prorrogação, os beneficiários passarão por reanálise e terão que cumprir aos novos requisitos.

‘Acabou tudo isso’, diz Paulo Guedes sobre auxílio emergencial

Paulo Guedes, ministro da Economia, negou que haja possibilidade de prorrogar o auxílio emergencial novamente. O programa foi prorrogado recentemente para mais quatro parcelas de R$ 300. Agora, Guedes garantiu que o auxílio não se estenderá para depois de dezembro de 2020.

“O plano de auxílio e o estado de calamidade se encerram em dezembro. Não há prorrogação da calamidade. Essa articulação pela prorrogação do auxílio não existe. O ministro descredencia qualquer informação nesse sentido”, explicou Paulo Guedes durante evento para jornalistas.

O Orçamento de Guerra e o decreto de calamidade pública foram os responsáveis por permitir que o governo pudesse adotar várias ações emergenciais e aumentar os gastos públicos até dezembro de 2020, mês em que o decreto chega ao fim. Essa elevação nos gastos deve ser responsável por “rombo” nas contas do governo em R$ 900 bilhões neste ano.

Guedes não comentou sobre o Renda Cidadã, programa do governo que deve começar a valer ano que vem e que irá substituir o Bolsa Família. Os detalhes sobre o novo programa ainda estão indefinidos. A forma de financiamento, por exemplo, ainda não foi definida.

Sem citar o Renda Cidadã, Guedes se limitou a falar sobre o programa que agora está em vigor e sobre o estado de calamidade pública. “Tem um plano emergencial e o decreto de calamidade que vão até o fim do ano. E no fim de dezembro acabou tudo isso”, finalizou. O vice-presidente afirmou que, se tivesse verbas, o governo prorrogaria o programa.

Fonte: Notícias Concursos

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Nova enzima sustentável na indústria de papel promete corte de poluentes

Nova enzima sustentável na indústria de papel reduz químicos tóxicos e avança com solução baseada em resíduos agrícolas e bioeconomia.

Idesam oferece até R$ 200 mil em prêmios no Desafio Bioinovação Amazônia

Idesam abre inscrições para desafio de bioinovação na Amazônia, com prêmios de até R$ 200 mil e apoio técnico para soluções sustentáveis.

Água em risco: como a poluição ameaça a vida nos rios do planeta e o que pode ser feito agora

Com a maior rede hidrográfica do planeta e uma biodiversidade aquática extraordinária, o país está no centro desse debate. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios conhecidos: saneamento insuficiente, poluição por mineração, expansão agrícola e impactos das mudanças climáticas. A Amazônia, por exemplo, já apresenta sinais de contaminação por plásticos e outros poluentes, evidenciando que nem mesmo regiões consideradas remotas estão imunes

Terras raras no Brasil entram no centro da disputa por soberania nacional

Terras raras no Brasil entram na disputa global, com Lula defendendo soberania mineral diante de pressões externas e impactos ambientais.