Mourão diz que governo quer reduzir desmatamento até julho para destravar Fundo Amazônia

Depois de sair da Cúpula Climática com o caneco vazio, o governo Bolsonaro voltou à carga para retomar as conversas com Noruega e Alemanha em torno do Fundo Amazônia, congelado há quase dois anos por conta de desentendimentos causados por Ricardo Salles com os governos doadores. Em live com o Valor, o vice-presidente Mourão reforçou que o governo quer ressuscitar o Fundo e, para isso, está trabalhando para intensificar a fiscalização ambiental e diminuir o ritmo de desmate na Amazônia nos próximos meses. Em um contexto fiscal delicado, com o orçamento estrangulado no meio ambiente, a retomada do Fundo Amazônia é vista por Mourão como uma fonte importante de recursos financeiros para financiar esforços mais substanciais de combate ao desmatamento nos próximos anos.

Falando em aperto orçamentário, a coluna Radar (Veja) destacou que a compra de dois sistemas de drones pela Força Aérea Brasileira, que serviriam para ajudar na vigilância de fronteiras e no combate ao desmatamento e às queimadas na Amazônia, está parada desde o ano passado por falta de verba do ministério da justiça. Já no Valor, Mayra Castro e Karina Bugarin escreveram sobre o impacto de mais um adiamento do Censo Nacional sobre as políticas públicas na Amazônia brasileira. Isso se torna mais dramático em meio à pandemia, já que a região Norte é a que apresenta a mais alta taxa de óbito de COVID-19 por número de casos no Brasil.

Em tempo: Depois de ser afastado da superintendência da Polícia Federal no Amazonas, o delegado Alexandre Saraiva recebeu o reconhecimento de seus colegas de corporação pelos serviços prestados nos últimos anos no cargo. Em uma postagem no Twitter, Saraiva compartilhou uma placa de homenagem entregue pelo efetivo da PF no AM. O delegado foi exonerado há duas semanas, após protagonizar discussões públicas com Ricardo Salles sobre uma operação da PF que resultou na maior apreensão de madeira suspeita da história do Brasil, no final do ano. Antes de deixar o posto, Saraiva apresentou ao STF uma notícia-crime acusando Salles de obstruir as investigações em favor das madeireiras envolvidas. Em depoimento nesta 2a feira (26/4) para a Comissão de Legislação Participativa da Câmara, Saraiva disse também que Salles fez uma “pseudoperícia” na madeira apreendida. “De 40 mil toras, [Salles] olhou duas e disse que conferiu”.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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