Montadoras intensificam pressão para adiar limites mais rígidos de poluição no Brasil

O setor automobilístico no Brasil, bastante afetado pela pandemia e pela crise de confiança na economia brasileira, está conversando com o Ministério Público Federal (MPF) com o objetivo de adiar o início da aplicação de novos limites mais rígidos de poluentes para novos veículos vendidos no país. Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), de 2018, prevê que as montadoras deverão seguir um novo padrão de emissão de gases poluentes a partir de 2022, no âmbito do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE). Ana Carolina Amaral deu mais detalhes na Folha.

A principal justificativa da indústria automobilística é que o prejuízo causado pela queda brutal nas vendas no ano passado afetou o planejamento das empresas, dificultando o cumprimento das novas regras no cronograma original. Por outro lado, especialistas em saúde pública e ambientalistas argumentam que a manutenção dos limites atuais de poluição pode intensificar problemas respiratórios – um ponto delicado, considerando a atual situação da pandemia no Brasil.

Em tempo: O dono da Tesla, Elon Musk, anunciou que os carros da empresa poderão ser comprados a partir de agora com a moeda virtual Bitcoin. Por ora, apenas consumidores nos EUA terão essa possibilidade, mas a Tesla pretende expandir o pagamento via Bitcoin ainda neste ano. Os carros continuarão tendo seus preços definidos em dólar e os consumidores que decidirem pagar na moeda digital irão desembolsar um valor equivalente na cotação do momento da compra. Segundo Musk, a companhia utilizará um programa interno de código-aberto para gerenciar esses pagamentos e que os valores recebidos serão mantidos em Bitcoin, em vez de serem convertidos em moedas físicas. No mês passado, a empresa disse que investiu US$ 1,5 bilhão em Bitcoins, o que causou uma nova disparada nos preços da criptomoeda. BloombergG1Reuters e Valor repercutiram a notícia.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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