Dona do Magazine Luiza diz que empresários também são responsáveis por combate à desigualdade social

“Por favor, vamos sair do diagnóstico. Há 30 anos eu sei que a educação é tudo. Temos que partir para fazer acontecer”, disse em evento em Lisboa

Por Estadão Conteúdo

Em Lisboa, durante Brazil Conference, Luiza Trajano disse que apenas 15% dos domicílios do País têm máquina de lavar automática e que é muito triste os moradores do sertão terem de andar 10 quilômetros para pegar a primeira condução

A presidente do Conselho do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, disse que o combate à desigualdade social é uma responsabilidade de todos, inclusive de dirigentes de companhias, e não apenas de políticos.

“Vou ao sertão há 12 anos. É muito triste as pessoas terem que andar 10 km para pegar a primeira condução. Sem igualdade social não se desenvolve um pais”, afirmou. “Por favor, vamos sair do diagnóstico. Há 30 anos eu sei que a educação é tudo. Temos que partir para fazer acontecer. Erra, redireciona. Acerta, multiplica.”

Magazine luiza
Imagem: Desigualdade urbana em São Paulo. No Morumbi, a favela de Paraisópolis e o prédio de ‘alto luxo’. Foto de Tuca Vieira

Ao falar em Lisboa no Brazil Conference, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais, Luiza destacou que o Brasil tem grande potencialidades de expansão, inclusive porque boa parte da população não possui vários bens, como produtos de utilidades domésticas. Ela apontou que do total de residência no País, 79% não têm aspirador de pó, 83% não têm cafeteira e 91% não possuem espremedor de frutas. “Só 15% dos lares têm máquina de lavar automática, um país que tem 214 milhões de habitantes. Tem muita oportunidade.”

A empresária disse que o Magazine Luiza vai continuar com a sua estratégia de vendas digitais aliadas às lojas físicas. Segundo ela, 37 milhões de pessoas acessam o aplicativo na internet, a empresa tem 36 milhões de clientes ativos e 1.426 lojas físicas no País, 216 mil vendedores (sellers) no marketplace e 23 centros de distribuição.

“Setenta e três por cento das nossas vendas são digitais. A gente acredita em multicanalidade. O cliente compra em Belém pela internet, a gente transformou as lojas em pequenos centros de distribuição, e ele retira o produto na loja”, disse Luiza Helena. “O digital é uma cultura, do simples, da ponta.”

Texto retirado de INFOMONEY

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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