Japoneses criaram concreto sem cimento

Um novo estudo publicado neste mês, aponta para o desenvolvimento de um tipo de concreto sem cimento. Com efeito, esse estudo resulta do empenho de pesquisadores japoneses em encontrar um substituto.

Justamente porque o cimento, parte responsável por unir a areia e o cascalho, formando o agregado fundamental do concreto, causa prejuízos ambientais. 

Dentre eles está a vasta emissão de gases poluentes, como dióxido de carbono, na atmosfera durante sua produção. De modo a contribuir com o agravamento do efeito estufa e das mudanças climáticas.

A saber, os pesquisadores responsáveis Yuya Sasak e Ahmad Farahani do Instituto de Ciência Industrial da Universidade de Tóquio, apresentaram uma alternativa viável.

Ademais, diversos cientistas vêm se esforçando na busca por opções mais sustentáveis. Entretanto, algumas das que já foram encontradas, como cinzas volantes, têm sua produção dificultada por conta da disponibilidade de matéria prima. 

Assim, os estudiosos japoneses anunciaram um método capaz de modificar profundamente a construção civil: o uso do composto chamado tetraalcoxissilano. 

A solução que possibilita um concreto sem cimento

concreto sem cimento
Fonte: Imagem Instituto de Ciência Industrial

Sobretudo, um novo método desenvolvido pelos pesquisadores de Tóquio, permite utilizar produtos com menos impacto ambiental e com menores riscos de escassez.

Visto que obteve-se o tetraalcoxissilano graças a uma reação entre álcool e catalisador, com um agente de desidratação. 

Todavia, para o concreto sem cimento, a grande questão foi estabelecer as proporções corretas de areia e produtos (álcool e catalisador).

Ademais, os pesquisadores também precisaram adequar cuidadosa e sistematicamente as condições para a reação, como:

  • Temperatura ideal;
  • Quantidade dos reagentes;
  • Tempo ou duração da reação. 

Como resultado, os cientistas conseguiram produtos bem resistentes, capazes de serem aplicados em zonas desérticas. 

Conforme um dos autores, Ahmad Farahani: “Obtivemos produtos suficientemente fortes como, por exemplo, areia de sílica, contas de vidro, areia do deserto e areia da lua simulada”.

Por fim, tem-se um concreto que não precisa de cimento, nem depende da areia de partículas específicas. 

Inclusive, os pesquisadores acreditam que esse composto pode garantir uma durabilidade maior, com redução da emissão de CO2, com uma iniciativa mais verde e sustentável.

Fonte: Engenharia Hoje

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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