IPAM e Banco Mundial lançam plataforma para monitorar desmatamento na Amazônia

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) em colaboração com o Banco Mundial, anunciou dia (30/04) o lançamento de uma plataforma avançada destinada a prever o risco de desmatamento na Amazônia Legal

Esta ferramenta, que combina ciência de dados e análise econômica, busca fornecer uma base sólida para a formulação de políticas públicas mais eficazes na proteção das florestas.

Utilizando uma vasta gama de dados históricos, de 1999 a 2022, os pesquisadores do IPAM desenvolveram um modelo que não só projeta o futuro do desmatamento até 2025, mas também simula diferentes cenários baseados em variáveis econômicas e decisões políticas. Esta abordagem inovadora permite antever as consequências de certas políticas antes de serem implementadas, oferecendo uma ferramenta estratégica para governos e organizações ambientais.

O modelo base da plataforma calcula o desmatamento futuro usando a média histórica dos dados coletados. No entanto, um modelo mais complexo e refinado foi desenvolvido para incorporar indicadores econômicos futuros, como os preços de commodities importantes como soja e carne, bem como as flutuações nas taxas de câmbio. Esses fatores são essenciais para entender como as pressões econômicas externas podem influenciar o desmatamento.

Cornelius Fleischhaker, economista sênior do Banco Mundial, detalhou os modelos durante a apresentação. “O primeiro modelo é mais simples, baseado apenas em dados históricos. O segundo, porém, é mais sofisticado e leva em conta não apenas o desmatamento passado, mas também inclui projeções econômicas que ajudam a entender as tendências futuras”, explicou. “Isso adiciona uma camada de complexidade e fornece informações cruciais sobre as pressões econômicas que podem estar se intensificando.”

IPAM
Foto Marcelo Camargo – Agência Brasil

Rafaella Silvestrini, pesquisadora do IPAM e coautora do estudo, destacou preocupações com o aumento do desmatamento em áreas específicas, como o sul do Amazonas e a região da Amacro, que inclui os estados do Amazonas, Acre e Rondônia. “Desde 2017, notamos um aumento preocupante no desmatamento nessas áreas”, comentou Silvestrini. Esta observação sublinha a necessidade urgente de ações direcionadas para combater a degradação ambiental nessas regiões críticas.

Fleischhaker também propôs soluções para promover o crescimento econômico sem comprometer a integridade da floresta. Ele sugeriu o aproveitamento de terras atualmente subutilizadas ou improdutivas como uma estratégia para reduzir a pressão sobre áreas florestais virgens. “A macroeconomia pode não ser diretamente afetada pela floresta, mas eventos econômicos, mesmo os que ocorrem longe da floresta, têm um impacto significativo sobre ela”, afirmou.

O lançamento desta plataforma é um passo promissor na luta pela conservação da Amazônia Legal. Ao proporcionar previsões detalhadas e cenários modelados, a ferramenta do IPAM e do Banco Mundial oferece um recurso valioso para tomadores de decisão na formulação de políticas que equilibrem o desenvolvimento econômico com a proteção ambiental, visando um futuro mais sustentável para a região.

*Com informações Agência Brasil

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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