“Investir na primeira infância é como uma vacina para o desenvolvimento humano”

Pesquisadora do novo Centro de Pesquisa Aplicada à Primeira Infância, Beatriz Linhares defende criação de políticas públicas voltadas aos seis primeiros anos de vida

Quando se fala em desenvolvimento infantil, quase todos os olhos estão voltados para a educação formal como principal responsável pela ascensão social e sucesso na vida. Outros aspectos, como saúde física, mental e emocional; direitos individuais e investimentos econômicos não parecem coisa de criança. 

Foto: Divulgação / Ivepesp
Maria Beatriz Martins Linhares, pesquisadora da FMRP USP – Foto: Divulgação/Ivepesp

No entanto, desenvolvimento saudável em suas múltiplas dimensões durante os primeiros anos de vida faz as crianças se adaptarem melhor a mudanças e adquirirem novos conhecimentos com mais facilidade. Habilidades que as acompanharão durante todo o crescimento, levando-as a alcançar bom desempenho escolar, realização pessoal e oportunidades melhores de emprego, gerando cidadãos mais responsáveis.

“É como se você vacinasse esse desenvolvimento para enfrentar riscos e adversidades. Como combatemos os riscos? Não é passando a borracha, mas modificando o impacto negativo do risco”, afirma a psicóloga Maria Beatriz Martins Linhares, professora sênior da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e pesquisadora do recém-lançado Centro Brasileiro de Pesquisa Aplicada à Primeira Infância (CPAPI). 

Criado em 2021 pelo Insper com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o centro agrega outras sete organizações e dos 18 pesquisadores participantes, 12 são da USP. Com as pesquisas, eles esperam influenciar o poder público na formulação de políticas baseadas em evidências científicas. 

O CPAPI surge no âmbito do veterano Núcleo Ciência pela Infância, uma coalizão de entidades dedicadas à ciência, inovação, formação profissional e desenvolvimento de lideranças capazes de promover a qualidade de vida e a equidade de oportunidades a crianças pequenas.

Fonte: Jornal da USP

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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