Tragédia ambiental: incêndio queima reserva florestal no Pará

A situação ganhou destaque nas redes sociais após o DJ Alok e o ativista Caetano Scannavino compartilharem vídeos do incêndio. Imagens chocantes da queimada viralizaram neste sábado, 4 de novembro, despertando preocupação e indignação pública.

APA Alter do Chão: um patrimônio ambiental

Considerada uma das mais importantes unidades de conservação da região, a APA Alter do Chão, estabelecida em 2003 pela Lei Municipal nº 17.771, abrange 16.180 hectares. Este paraíso ecológico inclui o Distrito de Alter do Chão e é vital para a preservação da biodiversidade local.

Caetano Scannavino, coordenador do Projeto Saude e Alegria, expressou sua consternação, apontando que não é a primeira vez que a reserva enfrenta incêndios desta magnitude. Ele acusa ações criminosas de loteamento ilegal de terras como causa dos incêndios, enfatizando a impunidade dos responsáveis.

Incêndios
Reserva Florestal Pará

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Apelo de Alok pela Amazônia

DJ Alok elevou o alerta ao mostrar a situação crítica em Manaus, capital do Amazonas, que amanheceu coberta por fumaça. Segundo o aplicativo Selva, a qualidade do ar na cidade foi classificada entre “muito ruim” e “péssima”. Alok fez um apelo urgente pela preservação da Amazônia.

Autoridades locais e ambientais estão mobilizadas para controlar o incêndio e investigar as causas. A comunidade internacional acompanha atentamente, esperando ações efetivas para proteger um dos mais importantes ecossistemas do mundo.

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O Governo do Amazonas, em um anúncio recente, destacou o impacto significativo dos incêndios florestais no Pará sobre a qualidade do ar em Manaus. Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que a fumaça dos incêndios no estado vizinho tem sido uma fonte de poluição atmosférica desde o final de outubro.

Dados alarmantes do INPE dos focos de incêndio

Segundo o Inpe, entre 26 de outubro e 3 de novembro, foram detectados 5.305 focos de incêndio no Pará. Embora em menor escala, a Região Metropolitana de Manaus (RMM) também registrou 149 focos de incêndio no mesmo período. No dia 3 de novembro, foram identificados 71 focos no Pará e 9 na RMM.

Manaus tem enfrentado manhãs com nuvens densas de fumaça, deteriorando a qualidade do ar a níveis classificados como “péssimos” pelo sistema Selva, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Este fenômeno é atribuído principalmente à fumaça proveniente do Pará.

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Fumaça cobre Manaus na manhã deste sábado, 4. (Reprodução/DJ Alok)

O governador do Amazonas usou as redes sociais para esclarecer a situação, atribuindo a fumaça à estiagem e aos incêndios no Pará. Ele ressaltou a gravidade da seca histórica, dos problemas de desmatamento e queimadas, e a necessidade de ajuda humanitária para as pessoas afetadas.

Este incidente reforça as preocupações com as questões ambientais na Amazônia e os efeitos transfronteiriços dos desastres naturais. A comunidade local, assim como autoridades ambientais, buscam soluções imediatas para mitigar os impactos e prevenir futuras ocorrências.

*Com informações Agência Cenarium

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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