Grupo Samel e Instituto Transire ainda distribuem equipamentos de respiração artificial não-invasiva

Por Aline Farias(*)

Há pouco mais de um ano, em Manaus, a rede de hospitais particulares Samel, em parceria com o Instituto Transire de pesquisa e desenvolvimento, testou e aprovou um produto alternativo à intubação invasiva, chamado “cápsula Vanessa”, em homenagem a uma paciente que foi atendida no Hospital Samel e recebeu intubação endotraqueal precoce, segundo Luiz Alberto Nicolau, diretor-presidente da rede.

A iniciativa, que começa a ser compartilhada para outros estados, e dois países no Continente significa uma saída para as perdas de vidas humanas contaminadas com quadro grave da COVID-19. De acordo com levantamentos da BBC Brasil, 8 em cada 10 pacientes intubados ao longo do primeiro ano de pandemia morreram. A mortalidade se manteve igual no primeiro e segundo semestre, o que mostra que o Brasil não soube aplicar de maneira eficaz as lições aprendidas sobre tratamento de pacientes com covid-19. A título de comparação, a média mundial é de cerca de 50% de mortalidade. E, segundo os pesquisadores envolvidos nesse estudo, dados preliminares de 2021 mostram que a taxa de mortalidade brasileira deve piorar.

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Leito de UTI com cápsula de proteção da Samel em hospital de campanha de Manaus (AM) – Bruno Kelly – 13.abr.2020/ Reuters


Feita a partir de tubos de PVC e vinil plástico, a cápsula possui alças laterais para retirada e zíperes para acesso ao paciente. Posicionada na região torácica do paciente, elas são mais leves e transparentes e, aparentemente, mais frágeis. Produzidas em parceria com o Instituto Transire, no distrito industrial da Zona Franca de Manaus, as cápsulas Vanessa da Samel possuem ainda filtro do tipo HMEF (da sigla em inglês, filtro de controle de temperatura e umidade) para controle da temperatura e umidade do oxigênio.

O filtro, que tem ação antibacteriana, produz pressão negativa no interior da cápsula o que, segundo os especialistas, impede que o “ar contaminado” saia pelas frestas da cápsula que ficam ao redor do corpo.

Entrevistado pelo jornal Folha de S.Paulo, em abril passado, Dr. Nicolau, como é conhecido pela população, gestor do grupo Samel, disse que começou a usar as cápsulas em seus hospitais, depois de garantir as medidas de controle e segurança, a partir de março de 2020. Passados 14 meses, até o momento não teve nenhum profissional de saúde contaminado e as taxas de óbito nas redes se aproximou de zero no período.

No ano passado, a pedido da Prefeitura de Recife, o grupo Samel disponibilizou a cápsula Vanessa para a UPA- Unidade de Pronto Atendimento de Imbiribeira, na capital pernambucana. Através de vídeo, que viralizou nesta semana, Beto Nicolau compartilhou os primeiros resultados da parceria, contados pela médica responsável. Ainda no vídeo a Samel esclarece o caráter gratuito da campanha e o custo irrisório do equipamento.

https://youtu.be/tf6K3uEUcCM

Vale ainda registrar que o parceiro industrial da iniciativa é o Instituto Transire, braço de pesquisa e desenvolvimento da empresa Transire Eletrônicos, que investe parte de seu lucro em pesquisas regionais e desenvolvimento de produtos alinhados com a ecologia e economia da Amazônia, através de arranjos e processos sustentáveis, de acordo com a legislação da ZFM. Durante a pandemia, pudemos observar muitas iniciativas de inovação no Polo industrial de Manaus e nos institutos que recebem recursos de pesquisa e desenvolvimento.

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Foto: D24

(*) Aline é graduanda em Marketing Digital e publisher no portal BrasilAmazoniaAgora

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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