Formiga Elza Soares nova espécie da Amazônia

Formiga-elza-soares: espécie recém-descrita de formiga da Amazônia brasileira foi nomeada homenageando Elza Soares (1930–2022), uma das maiores cantoras da história do Brasil, falecida em 2022.

Um grupo de cientistas do Brasil (UFV e UFPR) e da Alemanha (Friedrich-Schiller-Universität Jena) publicou um novo estudo na Revista Brasileira de Entomologia.

Na pesquisa os biólogos descrevem a Leptogenys elzasoares (pronuncia-se “leptógenis”), uma formiga recém-descoberta em Manaus, na Floresta Amazônica.

Com a cabeça e o tórax pretos e o abdômen ferruginoso brilhante, o inseto de poucos milímetros foi encontrado num acampamento, em 2016, mas o a conclusão do trabalho só foi publicada em setembro de 2022, mesmo ano em que Elza Soares faleceu, aos 91 anos.

Leptogenys elzasoares 

Ao explicar a etimologia do nome científico, os autores justificam a homenagem, sustentando que lza da Conceição Soares (1930–2022) foi “uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos, eleita “a voz do milênio”, buscando justiça social e racial e os direitos das mulheres. 

Amazônia
Leptogenys elzasoares. Tozetto & al., 2022

No artigo, Leptogenys elzasoares foi descrita a partir de operárias e de um macho coletados próximos a Manaus na Amazônia brasileira. 

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Leptogenys elzasoares. Tozetto & al., 2022

Trabalho ”de formiguinha”

Trocadilhos à parte, as pesquisas taxonômicas de espécies como formigas são essenciais para que pesquisadores de diversas outras áreas, como saúde e preservação do meio ambiente, por exemplo, possam desenvolver pesquisas e descobertas importantes para a manutenção da vida no planeta. Afinal, não é possível desenvolver nada sem antes saber a existência de determinada espécie.

“O estudo taxonômico não gera um produto ou uma solução imediata para um problema na sociedade. Ele faz parte da ciência de base: a descrição das espécies é o primeiro passo na construção de conhecimento. É necessário identificá-las e levantar dados sobre elas, onde ocorrem, do que se alimentam e como se comportam, para, então, desenvolver pesquisas inovadoras, ou mesmo estudar o impacto daquele ser vivo na saúde pública”, detalha Leonardo, que atualmente pesquisa as articulações de determinadas formigas, estruturas que podem ser base para o desenvolvimento de próteses mecânicas. 

“A pesquisa taxonômica é muito desafiadora, pois são muitas espécies e o processo requer a análise de vários exemplares. Daí entra importância dos museus, que são verdadeiras bibliotecas da biodiversidade do passado e do presente. Geralmente os estudos taxonômicos envolvem diversas instituições, é um trabalho de muitas mãos, desafiado principalmente pela falta de financiamento”, completa.

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Foto arquivo

Fontes e referências:

Texto publicado em BIÓLOGO

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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