Além de movimentar a cadeia de produção de fibras de juta e malva na economia local, o festival impulsiona fortemente a demanda por alimentos, especialmente aqueles que proporcionam uma experiência gastronômica regional autêntica
O Festival de Parintins, além de impulsionar o turismo e a cultura, também promove impactos econômicos significativos em outros setores locais. Em 2025, o evento deve movimentar cerca de R$ 180 milhões, e um dos segmentos que se beneficia diretamente desse aquecimento é o setor primário, especialmente a pesca artesanal e a produção de fibras vegetais como juta e malva — ambas acompanhadas pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).
Essas fibras, originárias da agricultura familiar, têm grande importância na cadeia produtiva do festival, sendo utilizadas na confecção de adereços, fantasias, artesanato e alegorias dos bois Caprichoso e Garantido.

Segundo o Relatório de Atividades do Idam (RAT), em 2024 os agricultores de Parintins produziram 12 toneladas de juta e 440 toneladas de malva, esta última com um crescimento expressivo de 340% em relação a 2023, quando foram registradas apenas 100 toneladas. O aumento está ligado à alta demanda para a fabricação de sacarias de grãos, o que evidencia como o festival contribui para dinamizar toda a economia regional.
“A demanda por mão de obra para a produção de fibras de juta e malva aumentou mais de 500% no último, impulsionada pelo sucesso do festival e, ainda, pela demanda de sacarias utilizadas na comercialização de grãos, como café, milho, feijão, arroz e açúcar”, destacou a diretora-presidente do Idam, Eliane Ferreira.

Produção de alimentos regionais
Além de movimentar a cadeia de produção de fibras, o festival atrai milhares de visitantes para a Ilha Tupinambarana, o que impulsiona fortemente a demanda por alimentos, especialmente aqueles que proporcionam uma experiência gastronômica regional autêntica.
Entre os itens mais procurados estão os peixes amazônicos, como tambaqui, matrinchã, jaraqui, acari-bodó e tucunaré, espécies tradicionais da culinária local. Esses peixes são provenientes tanto da piscicultura quanto da pesca artesanal no município, atividades que geram ocupação e renda para 392 produtores assistidos pelo Idam.

Os principais produtos agrícolas do município são farinha de mandioca e derivados, macaxeira, banana, açaí, goiaba, maracujá, melancia, jerimum, hortaliças em geral, além de leite e derivados, produzidos por 105 pecuaristas também atendidos pelo instituto.
