A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
E o que tem a ver com isso a quebra da cadeia global de suprimentos, a tal quebra da globalização? As crises, dizem os pedagogos, são oportunidades de crescimento quando tratamos do desenvolvimento humano e são excelentes janelas de oportunidades para quem está empenhado em criar/aproveitar as novas alternativas de novos negócios que temos buscado para a região.
A Amazônia Ocidental detém 42,97% da extensão territorial da Amazônia Legal e comporta 57% das florestas da região, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente. Essa é a...
Segundo Magalhães, “os plantios florestais podem ser fonte para inúmeros produtos e serviços, além dos já conhecidos, como papel e móveis. A partir desta matéria-prima, podemos desenvolver muitos produtos com o conceito de química verde, com uma matéria-prima renovável e sustentável”.
“Neste momento, estamos estudando outros processos de tratamento da fibra do pedúnculo de caju e aumentando a escala do processo. Além disso, estamos comprovando a versatilidade de uso da fibra incorporada a diferentes produtos plant-based, avaliando suas características tecnológicas, químicas e nutricionais”, explica pesquisadora
O atual cenário global de destruição das florestas tropicais e mudanças no clima tem levado as sociedades a pensar com urgência em novos caminhos de desenvolvimento que contemplem a proteção da biodiversidade e as demandas sociais. A Amazônia aparece com destaque nessa discussão. A região abriga as maiores diversidades biológicas e culturais do mundo, responsáveis por garantir serviços ecossistêmicos fundamentais para o bem estar da humanidade, incluindo a regulação do clima e do regime de chuvas.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas